Assume atear chamas mas sem causar fogos
Acusado pelo MP de sete crimes de incêndio no Algarve diz não haver provas que o incriminem.
O homem de 49 anos acusado de ter causado o incêndio que consumiu milhares de hectares de mato e floresta, em Monchique e Portimão, em setembro passado, admite ter ateado chamas, mas garante que estas não provocaram qualquer incêndio.
Segundo o CM apurou, o arguido requereu, na semana passada, a abertura de instrução do processo, após ser acusado pelo Ministério Público de Portimão da prática de sete crimes de incêndio, um deles agravado. Contesta a generalização que foi feita pela Polícia Judiciária, que lhe atribuiu a autoria de todos os fogos ocorridos no dia 3 de setembro, na zona de Monchique. E diz que não há provas, em particular testemunhas, que o coloquem nos locais onde deflagraram todos os fogos.
De acordo com a acusação, o arguido terá parado o carro várias vezes ao longo da estrada e pegado fogo a mato seco com um isqueiro. O arguido argumenta que apenas tinha um isqueiro Bic, que entregou às autoridades com mais de metade do gás.
Os fogos em causa ocasionaram prejuízos de milhões de euros e obrigaram à evacuação de dezenas de residentes e de hóspedes e funcionários de um hotel. O homem encontra-se em prisão preventiva.
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