Ataque de cão feroz fatal para a dona

O ataque do ‘Tejo’ foi rápido, silencioso e viria a revelar-se fatal para a dona. Deonilde Rosa Luís, de 61 anos, residente na Aldeia do Carrasco, em Portimão, morreu anteontem vítima do ataque do animal.

06 de janeiro de 2006 às 00:00
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O cão, cruzado de rafeiro alentejano, era conhecido na vizinhança pela sua ferocidade. Mas o marido da vítima, Francisco Maria, contou ao CM que “nada indicava que pudesse fazer uma coisa destas”.

A vítima morreu anteontem, no Hospital do Barlavento Algarvio, três dias depois de ter sido atacada pelo cão dentro do quintal da sua residência, onde tinha acabado de estender roupa.

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TRAGÉDIA EM CASA

“Eram cerca das 22h00 quando a minha mulher foi para o quintal e decidi soltar os meus cães – além do ‘Tejo’ tenho uma cadela. Fiquei um pouco lá fora mas depois, como estava frio, entrei em casa. Estava sentado no sofá quando ouvi gemer. Vim à porta e vi a Deonilde estendida no chão, com o cão em cima dela, a mordê-la no pescoço.” O viúvo é proprietário de um restaurante junto à casa onde se deu a tragédia.

Francisco ainda tentou evitar o pior. “Meti as mãos dentro da boca do cão, para ver se ele a largava, mas nada o conseguia parar. Ela, coitadinha, já estava perdida.”

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Quem acabou por consegui desviar a atenção do animal foi uma vizinha, que bateu ao portão do quintal. “O bicho foi para a atacar e deixou a minha mulher. Ela estava muito ferida no pescoço, na face e na cabeça. Estava inanimada e, até morrer, nunca mais recuperou a consciência.”

Deonilde Luís era uma mulher doente, que não resistiu aos ferimentos e ao susto sofridos, a que se terão associado problemas cardio-respiratórios, apesar dos cuidados médicos que lhe foram ministrados no Hospital do Barlavento Algarvio.

O cão fora criado em pequeno por outros donos, mas já se encontrava na casa do casal há vários anos. Nesse período, atacou uma mulher que entrou inadvertidamente no quintal. Segundo um dos vizinhos, o animal era “uma autêntica fera, que inspirava medo a quem passasse por perto”.

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ANESTESIA

O cão que atacou Deonilde Luís acabou por morrer, quarta-feira, em resultado da anestesia que lhe foi dada por funcionários do Canil Municipal de Portimão, quando o foram buscar. A anestesia foi considerada necessária para controlar os ímpetos agressivos do animal.

VACINAS

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O ‘Tejo’ tinha seis anos e apresentava todas as vacinas em dia – a da raiva fora-lhe ministrada em Agosto do ano passado. Caso não tivesse morrido durante a anestesia, o animal seria mantido 15 dias sob vigilância, até se decidir o seu futuro.

RAÇA

De acordo com um veterinário ouvido pelo nosso jornal, os cães cruzados de rafeiro alentejano têm, normalmente, comportamentos dóceis para os donos, apesar da sua grande envergadura. O ‘Tejo’ pesaria, aproximadamente, 50 quilos.

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