Ataque de lobos mata 46 ovelhas no concelho de Miranda do Douro

Ataque aconteceu na madrugada da última segunda-feira. Criador calcula que os prejuízos rondam os 15 mil euros.

22 de julho de 2026 às 20:46
Ovelhas Foto: Getty Images
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Um alegado ataque de lobos terá matado 46 ovelhas, numa exploração agrícola em Duas Igrejas, no concelho de Miranda do Douro, no distrito de Bragança, disse à Lusa o proprietário.

Segundo José Carvalho, o proprietário do rebanho, para além das 46 ovelhas mortas há ainda seis feridas e seis em estado grave.

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O ataque aconteceu na madrugada da última segunda-feira, numa propriedade da aldeia de Duas Igrejas, em Miranda do Douro e o criador calcula que os prejuízos rondam os 15 mil euros, só em animais mortos e feridos.

«Durante um ano vou ter de repor o efetivo e isso custa muito dinheiro», disse.

Segundo dados apurados pela Lusa, este é o maior caso registado de ataques de lobos no Planalto Mirandês, nos últimos três anos.

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«Tinha 62 ovelhas na propriedade que fica próxima do Itinerário Complementar (IC-5) e quando cheguei a propriedade estavam, a maioria dos animais estavam mortos ou feridas» explicou.

Segundo o produtor, o ataque foi comunicado ao Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF), para averiguações e uma eventual indemnização.

No final de outubro de 2025, os pastores do Planalto Mirandês queixam-se que os ataques de lobos ocorridos desde o início desse ano eram «uma calamidade.

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Segundo o ICNF, o lobo-ibérico possui em Portugal o estatuto «em perigo», que lhe confere o Estatuto de Espécie Protegida.

Existem diversas medidas de proteção da espécie, entre as quais se destacam as indemnizações por danos causados pelo lobo-ibérico, e ainda vários projetos que apoiam os criadores de gado e incentivam medidas de proteção, como o uso de cães de gado de raças autóctones.

Já no início de dezembro de 2025, a ministra do Ambiente, Maria da Graça Carvalho, anunciava à Lusa que o Governo iria duplicar o valor das indemnizações pagas no caso de ataque de lobos, com retroativos desde início do ano, no âmbito do Programa Alcateia.

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Maria da Graça Carvalho acrescentava ainda que «uma vez que estes valores não eram atualizados desde 2017, a revisão agora efetuada traduz um aumento justo para os produtores de gado, porque passará a considerar a espécie pecuária atacada e o seu custo no mercado», disse.

Assim, para indemnizações por perda de caprinos há um aumento global de 227%; para os equídeos o aumento é de 160%, para os ovinos de 130%, e para os bovinos de 97%.

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