Ataques de tosse afetam funcionários do Tribunal de Loulé

Juízes, magistrados e funcionários judiciais começaram a ficar doentes após inundações.

20 de março de 2018 às 09:19
Instalações do Tribunal de Loulé ficaram inundadas e os tacos de madeira do chão estão a saltar em vários pisos Foto: Direitos Reservados
Obras vão custar 170 mil euros Foto: Nuno Alfarrobinha
Diretoria do Sul da Polícia Judiciária, Jorge Gomes, Tribunal de Loulé, DIAP, Faro, PJ Foto: Luis Costa

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Quase todos os funcionários do Tribunal de Loulé estão a sofrer com ataques de tosse, a juntar às dores de cabeça e gastroenterites registadas na sequência das infiltrações e das obras que continuam a decorrer no edifício.

A chuva torrencial, registada na noite de 27 para 28 de fevereiro, atingiu o Tribunal de Loulé no preciso momento em que estava a ser mudada a cobertura de amianto do edifício. Alguns processos judiciais ficaram ensopados e durante duas semanas as instalações estiveram fechadas.

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No entanto, os funcionários continuaram a trabalhar. Desde essa altura começaram a surgir os problemas de saúde, afetando juízes, magistrados do Ministério Público, funcionários judiciais e até utentes do tribunal.

Segundo o CM apurou, o cheiro a humidade dentro do edifício é muito intenso, há tacos de madeira do chão que estão levantados e blocos de teto falso que estão em risco de cair.

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O CM questionou o Ministério da Justiça sobre as análises realizadas à qualidade do ar no interior do tribunal, para avaliar os níveis de humidade após as inundações, mas não obteve nenhuma resposta.

Amianto retirado da cobertura do edifício  

Com um custo de perto de 170 mil euros e um prazo de execução de quatro meses, a requalificação incide, principalmente, no exterior do edifício, que mostra sinais de deterioração.

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Como prevenção, foi pedido aos funcionários para não abrirem as janelas e não ligarem o ar condicionado.

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