Ataques de tosse afetam funcionários do Tribunal de Loulé
Juízes, magistrados e funcionários judiciais começaram a ficar doentes após inundações.
Quase todos os funcionários do Tribunal de Loulé estão a sofrer com ataques de tosse, a juntar às dores de cabeça e gastroenterites registadas na sequência das infiltrações e das obras que continuam a decorrer no edifício.
A chuva torrencial, registada na noite de 27 para 28 de fevereiro, atingiu o Tribunal de Loulé no preciso momento em que estava a ser mudada a cobertura de amianto do edifício. Alguns processos judiciais ficaram ensopados e durante duas semanas as instalações estiveram fechadas.
No entanto, os funcionários continuaram a trabalhar. Desde essa altura começaram a surgir os problemas de saúde, afetando juízes, magistrados do Ministério Público, funcionários judiciais e até utentes do tribunal.
Segundo o CM apurou, o cheiro a humidade dentro do edifício é muito intenso, há tacos de madeira do chão que estão levantados e blocos de teto falso que estão em risco de cair.
O CM questionou o Ministério da Justiça sobre as análises realizadas à qualidade do ar no interior do tribunal, para avaliar os níveis de humidade após as inundações, mas não obteve nenhuma resposta.
Amianto retirado da cobertura do edifício
Com um custo de perto de 170 mil euros e um prazo de execução de quatro meses, a requalificação incide, principalmente, no exterior do edifício, que mostra sinais de deterioração.
Como prevenção, foi pedido aos funcionários para não abrirem as janelas e não ligarem o ar condicionado.
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