Atrasos de juíza levam 130 presos de Sintra a recusar trabalhar

Reclusos contra constantes adiamentos de audiências que lhes permitem aceder a precárias e liberdades condicionais. Situação foi resolvida com diálogo.

15 de outubro de 2026 às 18:16
Reclusos do regime aberto da prisão de Sintra realizaram hoje o protesto Foto: David Martins
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Cerca de 130 reclusos do regime aberto da prisão de Sintra (já com acesso a saídas ocasionais da cadeia, nomeadamente para trabalhar), recusaram-se, na tarde desta quinta-feira, a cumprir a rotina de trabalho. Em causa, sabe o CM, estão as frequentes ausências e atrasos de uma juíza de execução de penas, o que trava os processos dos reclusos de acesso a saídas precárias e liberdades condicionais.

Fontes prisionais disseram ao CM que o protesto foi comunicado aos guardas de serviço após o almoço desta quinta-feira. Os reclusos disseram estar fartos de não conseguir audiências com a referida magistrada, escolhendo o protesto para manifestar descontentamento.

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O CM contactou a Direção-Geral dos Serviços Prisionais sobre esta situação. Fonte oficial deste organismo confirmou a ocorrência do protesto. "Após esclarecimentos prestados pela chefia da guarda prisional sobre as ausências da magistrada em causa, os reclusos do regime aberto voltaram, ordeiramente, aos postos de trabalho", foi esclarecido.

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