Atropelado quer indemnização
Armindo Oliveira está tetraplégico e respira por um tubo ligado à garganta, que muitas vezes o sufoca. Atropelado no dia 9 de Fevereiro deste ano, só consegue mexer o pescoço. Não fala nem anda. Os dias são passados entre a cadeira de rodas e a cama. O condutor fugiu e a família de Armindo está revoltada com a situação.
O atropelamento ocorreu quando a vítima atravessava uma curva na Calçada de S. Vicente, em Lisboa, e foi projectada por um carro.
Armindo foi operado à coluna e acabou por ficar totalmente dependente de assistência médica e de uma terceira pessoa que esteja constantemente a vigiá-lo. Há mais de três meses que está internado no Hospital de S. José e não há perspectivas de saída porque a mulher, Natália, de 58 anos, não tem condições para manter o marido em casa. Seria necessário uma cama e uma cadeira de rodas especiais, para além das despesas médicas e de higiene. "Por vezes nem dinheiro têm para comer, quanto mais para as despesas de agora", explicou ao CM uma sobrinha de Armindo, que garante que as dificuldades são imensas. A assistente social do Hospital já está a auxiliar psicologicamente a família. "Era uma jóia de pessoa, não merecia", continua a sobrinha.
A família quer agora abrir um processo judicial contra desconhecidos: "Os autores do atropelamento já não vão dar a saúde ao meu tio, só queremos justiça. A indemnização pode ajudar o meu tio a estar mais confortável. Não desistiremos."
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