Autarquias juntam-se para estudarem o clima

Os 16 municípios da região algarvia encomendaram um estudo para avaliar as causas e o impacto de fenómenos meteorológicos extremos.

29 de novembro de 2017 às 09:42
As causas de fenómenos extremos, como as inundações ou a seca e os incêndios, vão ser analisadas pelo estudo Foto: CMTV
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Durante um ano, o especialista português Filipe Duarte Santos vai encabeçar o Plano Intermunicipal de Adaptação às Alterações Climáticas, um estudo encomendado pela AMAL – Comunidade Intermunicipal do Algarve, que representa os 16 municípios da região.

Vão ser avaliadas as causas dos fenómenos extremos, como as cheias, a seca ou mesmo os incêndios, e, consoante o resultado, será decidido o desenvolvimento e a implementação de projetos para reduzir os impactos.

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"Vamos analisar como vai evoluir o clima no Algarve e quais vão ser os impactos, especialmente em setores que são vulneráveis às alterações climáticas, como os recursos hídricos, a agricultura, as zonas costeiras e também, em certa medida, o turismo", revela Filipe Duarte Santos, especialista em alterações climáticas e presidente do Conselho Nacional do Ambiente e do Desenvolvimento Sustentável.

Esta iniciativa começou a ser pensada "há meses, bem antes de se falar da seca extrema", disse ao CM Jorge Botelho, presidente da AMAL, revelando que o projeto terá um investimento de "470 mil euros resultante de uma candidatura ao Programa Operacional Sustentabilidade e Eficiência no Uso dos Recursos".

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"O documento dar-nos-á um conjunto de pistas e orientações para medidas concretas. Acredito que o relatório final aponte cenários de investimento para o que teremos de fazer para ter água e combater as alterações climáticas e a progressiva desertificação do território", revela ainda Jorge Botelho.

O estudo está previsto ficar completo até outubro de 2018.

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