Avião da Força Aérea deteta barco com droga
Apreendidos 56 fardos com 1600 kg do estupefaciente.
Um voo de rotina de um avião da Força Aérea permitiu a apreensão de 1600 kg de haxixe, na madrugada de sexta-feira, ao largo da costa algarvia. Um operador a bordo da aeronave suspeitou de uma traineira que navegava 30 milhas a sul de Faro e, numa operação que envolveu a Diretoria do Sul da Polícia Judiciária, a Unidade de Controlo Costeiro (UCC) da GNR e a Polícia Marítima, o barco, que transportava o estupefaciente, foi apreendido e os dois tripulantes detidos.
O barco, uma traineira, foi detetado pelas 17h30 de quinta-feira. O operador da Força Aérea estranhou o facto de se tratar de uma embarcação de pesca e não serem visíveis quaisquer aparelhos para captura de pescado.
"Foi um feliz acaso, como se costuma dizer, um ‘feeling’ do operador", explicou Bernardo da Costa, porta voz da Força Aérea. O avião seguiu o barco ao longo de cinco horas, tendo, entretanto, alertado a UCC de Olhão, que continuou a seguir a embarcação suspeita.
As autoridades pensaram que a traineira iria entrar na barra da Armona, mas esta acabou por seguir na direção de Vila Real de Santo António. Foi dez milhas a sul dessa localidade que foi feita a abordagem, pela Polícia Marítima e PJ.
A bordo estavam dois tripulantes, um espanhol, de 53 anos, e um marroquino, de 22, que não ofereceram qualquer resistência e foram detidos, depois de o haxixe ter sido encontrado na embarcação, dividido em 56 fardos.
PORMENORES
Espanhol referenciado
O espanhol detido na operação já estava referenciado pelas autoridades do país de origem por tráfico. Sobre o marroquino não havia qualquer informação.
PJ coordena operação
Quando aumentaram as suspeitas de que se tratava de transporte de droga, a operação passou a ser coordenada pela PJ.
Abordagem rápida
A abordagem à embarcação foi rápida e não permitiu qualquer reação dos tripulantes, que foram apanhados de surpresa.
Detidos ouvidos este sábado
Os dois detidos deviam ter sido presentes a tribunal, esta sexta-feira, para primeiro interrogatório e aplicação de medidas de coação, mas a diligência passou para hoje pois não foi possível encontrar um tradutor.
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