Avioneta caiu a pique no mar
Gabinete de Prevenção e Investigação de Acidentes com Aeronaves revela que contacto do Cessna com a água "foi violento".
O piloto da avioneta que se despenhou ao largo de Sagres, no passado dia 12, terá tido morte imediata. Os dados já recolhidos pelos investigadores indicam que o Cessna F152 deverá ter caído a pique no mar, numa altura de muito nevoeiro. O corpo do piloto ainda não foi encontrado.
Segundo a nota informativa do acidente, já elaborada pelo Gabinete de Prevenção e Investigação de Acidentes com Aeronaves (GPIAA), "o contacto da aeronave com a superfície da água foi violento", facto confirmado numa "perícia efetuada por mergulhadores da Polícia Marítima".
Os destroços estavam "relativamente agrupados numa amálgama de ferros torcidos" com o motor "desprendido do berço" e a "asa esquerda completamente desintegrada da raiz" o que demonstra que "o impacto se deu sobre o lado esquerdo". O cubo da hélice e as respetivas pás não estavam junto aos destroços.
O voo começou às 08h54 do dia 12. José Inácio, 74 anos, tinha planeado fazer um voo com origem e destino no Aeródromo de Portimão, com passagem por Sagres e com duração de 01h30.
As condições meteorológicas em redor do aeródromo, "nomeadamente para oeste, eram de nevoeiro sobre o mar". O piloto esteve em treino de circuitos até às 09h39 e depois informou que ia prosseguir até Sagres. O controlo de Faro autorizou a subida até aos 1500 pés (457 metros) e pediu nova chamada de rádio no regresso a Portimão, mas não houve mais contactos. Pelas 10h05, pescadores descobriram destroços e deram o alerta.
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