‘Barracuda’ faz 40 anos
Éo segundo activo mais antigo da Marinha portuguesa. Os quarenta anos que completa este mês de Maio (sempre ao serviço do País) apenas são ultrapassados pelos 71 (46 em Portugal) do navio-escola ‘Sagres’. O submarino ‘Barracuda’ prepara-se novamente para sair para o mar. Vai até ao Funchal para as comemorações do Dia da Marinha (pode ser visitado entre os dias 21 e 25).<br/><br/>
Ainda no efectivo devido a aturadas manutenções – mas já a dever alguns anos ao abate a que os seus gémeos ‘Delfim’ e ‘Albacora’ foram sujeitos (respectivamente em 2005 e 2000) – o ‘Barracuda’ vai ainda manter-se ao serviço até 2010.
É esse o ano previsto para a chegada do primeiro dos dois novos submarinos U209PN para a Marinha – já nomeados ‘Arpão’ e ‘Tridente’ (um corte com a tradição da Armada que desde 1913 deu nomes de animais marinhos aos submarinos).
Construído em França, o ‘Barracuda’ entrou a 4 de Maio de 1968 ao serviço da Marinha. Até Dezembro de 2001 (últimos dados disponíveis) cumpriu 38 143 horas de navegação, 26 962 em imersão. Percorrer 790 545 milhas (o equivalente a mais de 36 circum-navegações à Terra).
Mal-amados por muitos devido ao elevado custo de aquisição, os submarinos são armas fundamentais na salvaguarda e fiscalização do espaço marítimo nacional e combate ao tráfico de droga, entre outras missões ao serviço da população ou do Estado. Raramente se ouve falar do trabalho cumprido pelos 54 tripulantes, missões quase sempre secretas, mas todas importantes.
EPISÓDIO QUE FICOU PARA A HISTÓRIA
O ‘Barracuda’ afundou na década de 80 um porta-aviões americano no Mediterrâneo. O ‘USS Dwight D. Eisenhower’, com a sua escolta, participava com os portugueses num exercício. O ‘Barracuda’ afundou-o numa simulação de ataque com torpedos.
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