Barragem para travar seca no Algarve custa 100 milhões

Câmaras propõem a construção da barragem da Foupana e de central de dessalinização.

28 de janeiro de 2020 às 08:28
Nova barragem terá uma capacidade de armazenamento semelhante à do conjunto das barragens de Odeleite e Beliche Foto: André Guerreiro
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A construção de uma nova barragem na zona do Sotavento Algarvio, como medida para combater a seca registada na região, tem um custo estimado em mais de 100 milhões de euros, apurou o CM. O Algarve, segundo revelou esta segunda-feira, em Faro, Miguel Miranda, presidente do Instituto Português do Mar e da Atmosfera, é a única região do País que "ainda está numa situação de seca quase em fevereiro", adiantando que são necessárias "soluções que não se constroem instantaneamente".

Os autarcas da região já anunciaram a intenção de promover uma reunião da assembleia-geral das Águas do Algarve para avançar com os procedimentos necessários para o estudo de impacto ambiental para a construção da barragem da Foupana, situada entre os concelhos de Alcoutim e Castro Marim.

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António Pina, presidente da AMAL, revela ao CM que a capacidade de armazenamento prevista da Foupana é "semelhante à do conjunto das barragens de Odeleite e Beliche". Existe ainda a hipótese de "uma ligação ao Guadiana".

António Pina diz que, em alternativa à construção da barragem, poderá ser criado "um açude galgável". Mas neste caso a capacidade de retenção de água será muito inferior, embora os custos também sejam significativamente inferiores.

A AMAL também decidiu avançar com um estudo de viabilidade técnica, económica e financeira para a construção de uma central de dessalinização.

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António Pina refere que, na próxima semana, um grupo de autarcas desloca-se a Espanha para visitar "duas centrais" e uma estação de tratamento de águas residuais que permite "reutilizar a água".

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