Base de dados trama arguido

Três vestígios digitais de elevada qualidade nas películas que envolviam a droga encontrada dentro de um carrinho de compras num prédio da rua dos Mercadores, no Porto, foram suficientes para incriminar um dos membros do gang da Ribeira, Paulo Camacho.

29 de setembro de 2009 às 00:30
Base de dados trama arguido Foto: João Abreu Miranda/Lusa
Partilhar

O arguido está a ser julgado por tráfico de estupefacientes no Tribunal de São João Novo, juntamente com Mauro Santos, braço-direito de ‘Pidá’, Fernando ‘Beckman’ e Paulo Aleixo. O processo remonta a 16 de Dezembro de 2007, altura em que se realizaram cerca de cinquenta buscas domiciliárias, com o objectivo de serem encontradas provas que associassem os arguidos aos homicídios na noite do Porto.

"Não temos dúvidas de que a manipulou", disse ontem ao colectivo de juízes o inspector da Judiciária, Cunha Gomes, que chefiou a brigada que investigou o processo ‘Noite Branca’ . Como a PJ tinha já as impressões digitais do suspeito por causa de outros processos, facilmente chegou à identidade daquele. Segundo o especialista Pedro Correia, "estava um vestígio na fita transparente e dois vestígios na película de plástico que envolve o produto. Todos com qualidade superior ao exigido".

Pub

Ainda não se sabe, contudo, de quem eram as 13 400 doses de heroína e as 21 500 doses de cocaína. A namorada de ‘Beckman’ assumiu que o carrinho de compras era seu, mas não a droga. Já os senhorios do prédio não sabiam de quem era aquela mala.

Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?

Envie para geral@cmjornal.pt

Partilhar