Bigodes na cadeia suspeito de fraude
Jorge Gonçalves, despachante oficial com escritórios em Luanda, Angola, continuava ontem detido na cadeia da comarca da capital angolana por suspeita de fraude económica, conforme adiantou o nosso jornal na edição de ontem.
De acordo com as leis angolanas, Jorge Gonçalves, se for condenado, arrisca uma pena entre dois a oito anos de prisão.
Segundo o nosso jornal apurou, o ex-presidente do Sporting Clube de Portugal está indiciado pela Justiça angolana da apropriação de uma verba num negócio de importação de veículos.
Segundo uma fonte angolana, “Jorge Gonçalves é acusado pelo Ministério dos Transportes de Angola de se ter apropriado indevidamente de uma verba superior a um milhão de dólares”. Ele terá utilizado o nome de uma empresa, que não é sua, para importar viaturas. “O Ministério dos Transportes depositou a verba da importação na sua conta. Depois de detectada a fraude, foi-lhe exigida a devolução do dinheiro. Como ele não tinha capacidade financeira para repor a verba, o Ministério dos Transportes intentou uma acção judicial contra ele. Foi detido e o caso está a ser investigado com mais profundidade”, disse a nossa fonte.
Jorge Gonçalves foi detido na sexta-feira juntamente com alguns funcionários da sua empresa.
Segundo ainda o mesmo informador, o ex-presidente dos ‘leões’ terá utilizado o nome da empresa ‘Abamat’, “uma firma estatal angolana responsável pela importação de carros para a administração pública do país. Mas ele não é despachante desta empresa”.
O empresário, de 55 anos, conhecido por ‘Bigodes’, saiu de Portugal na sequência de uma série de processos-crimes relacionados com dívidas e refez a sua vida em Angola.
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