Bombeiro apanha pena efetiva por atropelar Polícia Municipal
Tribunal da Maia condenou arguido a 3 anos e 8 meses de pena efetiva. Vítima ficou com sequelas graves.
Foi com pena efetiva de prisão (3 anos e 8 meses) que o tribunal da Maia puniu um bombeiro sapador, que presta serviço naquele concelho, que em outubro de 2020 atropelou uma agente da Polícia Municipal (PM) local, deixando-a com sequelas graves e permanentes.
O arguido (que pode recorrer e se mantém em liberdade até o acórdão transitar em julgado) foi considerado culpado dos crimes de homicídio qualificado na forma tentada e resistência e coação sobre funcionário. O pedido de indemnização cível deduzido pela agente contra o arguido, de 116 721,76 euros, será julgado em processo civil.
Segundo a acusação, a que o CM teve acesso, o crime de homicídio qualificado foi junto ao processo após debate instrutório, já que o arguido vinha acusado por ofensas à integridade física qualificadas. Ficou provado que a 3 de outubro de 2020, a vítima e um colega ordenaram ao arguido que retirasse a sua viatura pessoal da linha do Metro de superfície. Este recusou, insultando a patrulha. Quando a agente da PM se dirigiu à viatura, o homem investiu contra a mulher. A vítima, hoje com 51 anos, foi projetada no ar, passou por cima da viatura e caiu desamparada na estrada. O bombeiro sapador fugiu sem prestar qualquer apoio.
A agente ferida foi hospitalizada, submetida a várias operações e ficou com sequelas graves no pescoço e cervical. Ainda assim, continua a trabalhar.
Pedro Oliveira, presidente do Sindicato Nacional das Polícias Municipais, fez notar que "as agressões a agentes da PM continuam a aumentar". "Somos profissionais que correm os mesmos riscos que as restantes forças de segurança, com salários bastante inferiores", concluiu.
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