Bombeiro de Arouca em estado crítico após despiste a caminho de incêndio vai ser transferido para Gaia
Homem de 54 anos com "prognóstico reservado" será transferido para o Hospital Eduardo Santos Silva, da Unidade Local de Saúde de Gaia e Espinho, no distrito do Porto.
O bombeiro que apresenta a situação mais grave após um acidente a caminho do incêndio da semana passada em Arouca vai ser transferido de Santa Maria da Feira para Gaia, para ser submetido a nova cirurgia, foi hoje anunciado.
O homem, de 54 anos, está internado no Hospital São Sebastião, juntamente com duas das outras três vítimas do despiste da madrugada de quarta-feira, quando a viatura em que os quatro operacionais se dirigiam para o teatro de operações caiu numa ravina com 150 metros de profundidade.
"O doente que apresenta a situação clínica mais grave mantém prognóstico reservado. No âmbito do seu percurso assistencial, será submetido a uma intervenção de cirurgia cardiotorácica numa unidade hospitalar com diferenciação nesta área, estando previsto o seu regresso ao Hospital São Sebastião após a estabilização, nos próximos dias, para continuidade do acompanhamento clínico", disse esta segunda-feira à Lusa fonte oficial da unidade hospitalar da Feira.
A transferência, disse, será para o Hospital Eduardo Santos Silva, da Unidade Local de Saúde de Gaia e Espinho, no distrito do Porto.
Os quatro feridos foram transportados para a Feira por ambulância e helicóptero e, desses, um já teve alta hospital e está a recuperar em casa, enquanto os três restantes continuam no hospital - um na enfermaria de Cirurgia, outro na de Ortopedia e o que vai ser transferido para Gaia ainda nos Cuidados Intensivos, onde vem recuperando de pelo menos duas operações tornadas públicas.
Quanto aos dois outros bombeiros ainda internados no São Sebastião, a mesma fonte hospitalar adiantou que "continuam a evoluir de forma gradual e globalmente positiva, de acordo com a evolução clínica esperada".
Segundo dados da Câmara Municipal de Arouca, o incêndio que lavrou entre a noite de 17 de agosto e a manhã de quinta-feira consumiu mais de 1.300 hectares de floresta e mato, sobretudo nesse concelho do distrito de Aveiro, mas também no de São Pedro do Sul, no distrito de Viseu.
O fogo chegou a ter quatro frentes ativas e a ser combatido por mais de 650 operacionais em simultâneo, com o apoio de 200 viaturas e nove meios aéreos.
Além das perdas florestais, os danos materiais em Arouca "não serão significativos", já que, a avaliar pelo apuramento inicial da autarquia, "não arderam casas, palheiros ou outros edifícios, nem se registaram animais mortos".
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