Bombeiros, médico e militares julgados em Lisboa em esquema de falsificação de habilitações
Há 58 arguidos pelo Ministério Público.
Dezenas de bombeiros, o comandante da corporação de Camarate, em Loures, um médico e dois militares, estão entre os 58 arguidos acusados pelo Ministério Público por falsificação de certificados de habilitações do 12º ano. O julgamento terá início em setembro, em Lisboa.
A acusação, a que a agência Lusa teve acesso, conta que, entre 2014 e 2016, três bombeiros de Camarate constituíram um grupo para "elaboração e venda" de certificados do 12º ano, para permitir a terceiros "a obtenção de qualificações como bombeiros, técnicos de emergência médica e socorrismo e vigilantes de segurança privada". O comandante Luís Martins, três dezenas de bombeiros de Camarate, dois militares, vigilantes e técnicos de emergência pré-hospitalar estão entre os "clientes". Arguidos cobravam em média 100 euros a cada.
Usavam o computador e a impressora da sala de comando e tinham angariadores e a ajuda de um médico que emitia atestados de aptidão sem a presença dos utentes, recebendo 20 euros de contrapartida.
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