BOMBEIROS PUNIDOS POR SEXO
O bombeiro voluntário de Constância que praticou sexo com a namorada na parada do quartel foi castigado com um mês de suspensão e o chefe de piquete foi suspenso por 15 dias, por não ter impedido o acto e tê-lo ocultado ao comandante. Os outros três elementos que estavam de serviço foram repreendidos por escrito.
Os cinco bombeiros castigados estão ainda impedidos de ser promovidos nos próximos dois anos, situação que apenas não afecta o autor do acto. A pena foi aplicada pelo comandante da corporação, Adelino Gomes, na sequência de um processo disciplinar.
Conforme noticiou o CM, um bombeiro, de 40 anos, aproveitou uma noite de folga para namorar na parada do quartel, junto à casa-escola. Ninguém terá dado por nada, pois a noite já ia alta, os bombeiros de serviço dormiam e o chefe de piquete só acordou quando ouviu água a correr nos balneários, onde o 'casalinho' estava a tomar banho, após o acto sexual.
Só passados 11 dias é que o comandante soube do que se tinha passado e de imediato suspendeu preventivamente o chefe de piquete e o autor da cena, instaurando o processo disciplinar que agora chegou ao fim.
Os bombeiros conheceram o castigo na quinta-feira e aguardam que seja publicado na Ordem de Serviço do mês de Abril, do Serviço Nacional de Bombeiros.
Os elementos castigados com a suspensão infringiram os artigos 11, 36 e 39 do Regulamento Interno do Corpo de Bombeiros Voluntários de Constância, referentes às atitudes e comportamentos que os soldados da paz devem adoptar.
Para Joaquim Chambel, coordenador Distrital de Operações e Socorro, esta situação é "extremamente desagradável" e "extravasa a capacidade de controlo de quem comanda", tendo sido tomadas as medidas "adequadas e proporcionais".
José Ramoa, presidente da direcção da Associação Humanitária há 20 anos, disse que se trata de "uma questão de disciplina" e esta foi a situação "mais grave" de que há memória no quartel de Constância.
COMPANHEIROS AJUDAM 'CHEFE'
O Corpo de Bombeiros de Constância quer ajudar o bombeiro-motorista que estava a chefiar o piquete na noite em que ocorreu a cena de sexo e que por ter sido castigado não vai receber o salário correspondente aos 15 dias de suspensão.
"Os bombeiros estão a organizar-se e a tentar arranjar maneira de angariar a verba correspondente a esse período", disse ontem o comandante da corporação, Adelino Gomes, adiantando que o ordenado do elemento castigado é a única fonte de rendimento da sua família.
Adelino Gomes explicou que o bombeiro foi reintegrado ontem ao serviço, pois estava suspenso preventivamente desde o dia 9 e os 15 dias de suspensão terminaram quarta-feira.
Ao conhecerem o castigo, os bombeiros "reagiram bem e não fizeram comentários", pois "talvez estivessem à espera de mais dias de suspensão", já que a pena máxima era de 180 dias. "Foi um acto impensado, que poderia ter tido sérias repercussões e por isso eu tinha de actuar", disse Adelino Gomes.
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