BOMBEIROS PUNIDOS POR SEXO

O bombeiro voluntário de Constância que praticou sexo com a namorada na parada do quartel foi castigado com um mês de suspensão e o chefe de piquete foi suspenso por 15 dias, por não ter impedido o acto e tê-lo ocultado ao comandante. Os outros três elementos que estavam de serviço foram repreendidos por escrito.

27 de março de 2004 às 00:00
BOMBEIROS PUNIDOS POR SEXO Foto: Francisco Pedro
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Os cinco bombeiros castigados estão ainda impedidos de ser promovidos nos próximos dois anos, situação que apenas não afecta o autor do acto. A pena foi aplicada pelo comandante da corporação, Adelino Gomes, na sequência de um processo disciplinar.

Conforme noticiou o CM, um bombeiro, de 40 anos, aproveitou uma noite de folga para namorar na parada do quartel, junto à casa-escola. Ninguém terá dado por nada, pois a noite já ia alta, os bombeiros de serviço dormiam e o chefe de piquete só acordou quando ouviu água a correr nos balneários, onde o 'casalinho' estava a tomar banho, após o acto sexual.

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Só passados 11 dias é que o comandante soube do que se tinha passado e de imediato suspendeu preventivamente o chefe de piquete e o autor da cena, instaurando o processo disciplinar que agora chegou ao fim.

Os bombeiros conheceram o castigo na quinta-feira e aguardam que seja publicado na Ordem de Serviço do mês de Abril, do Serviço Nacional de Bombeiros.

Os elementos castigados com a suspensão infringiram os artigos 11, 36 e 39 do Regulamento Interno do Corpo de Bombeiros Voluntários de Constância, referentes às atitudes e comportamentos que os soldados da paz devem adoptar.

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Para Joaquim Chambel, coordenador Distrital de Operações e Socorro, esta situação é "extremamente desagradável" e "extravasa a capacidade de controlo de quem comanda", tendo sido tomadas as medidas "adequadas e proporcionais".

José Ramoa, presidente da direcção da Associação Humanitária há 20 anos, disse que se trata de "uma questão de disciplina" e esta foi a situação "mais grave" de que há memória no quartel de Constância.

COMPANHEIROS AJUDAM 'CHEFE'

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O Corpo de Bombeiros de Constância quer ajudar o bombeiro-motorista que estava a chefiar o piquete na noite em que ocorreu a cena de sexo e que por ter sido castigado não vai receber o salário correspondente aos 15 dias de suspensão.

"Os bombeiros estão a organizar-se e a tentar arranjar maneira de angariar a verba correspondente a esse período", disse ontem o comandante da corporação, Adelino Gomes, adiantando que o ordenado do elemento castigado é a única fonte de rendimento da sua família.

Adelino Gomes explicou que o bombeiro foi reintegrado ontem ao serviço, pois estava suspenso preventivamente desde o dia 9 e os 15 dias de suspensão terminaram quarta-feira.

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Ao conhecerem o castigo, os bombeiros "reagiram bem e não fizeram comentários", pois "talvez estivessem à espera de mais dias de suspensão", já que a pena máxima era de 180 dias. "Foi um acto impensado, que poderia ter tido sérias repercussões e por isso eu tinha de actuar", disse Adelino Gomes.

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