BRANDOA É ÁREA CRÍTICA
A Câmara Municipal da Amadora vai pedir ao Governo que declare a Brandoa como “área crítica de recuperação e reconversão urbanística”, segundo uma proposta do presidente do município, Joaquim Raposo, aprovada ontem na reunião da autarquia.
A proposta, que será ainda aprovada pela Assembleia Municipal, visa obter do Estado um financiamento que permita avançar, finalmente, com a reconversão do bairro, adiantou ao Correio da Manhã o presidente da Junta de Freguesia, Armando Paulino.
Com perto de 15600 habitantes, a freguesia da Brandoa tem uma população envelhecida, residente em habitações degradadas.
“Há mais de mil casas em mau estado. A maioria não tem hipótese de ser recuperada e deve ser demolida”, considerou Armando Paulino, defendendo que, em seu lugar, devem ser construídas novas habitações para os actuais moradores.
“Depois, há muitas casas que ninguém sabe da sua consistência e outras que ameaçam ruptura e, por isso, carecem de uma intervenção urgente”, alertou, recordando que, nos anos 70, a Brandoa era considerada o maior bairro clandestino da Europa.
Edificada a partir dos anos 60 por pessoas que chegavam à capital em busca de melhores condições de vida, o bairro foi crescendo pela mão dos moradores.
SUPRESSÃO DE CARÊNCIAS
“Não temos equipamentos, nem espaços verdes, nem jardins infantis ou Ateliers de Tempos Livres”, lamentou o autarca, lembrando que o Programa Integrado de Qualificação das Áreas Suburbanas da Área Metropolitana de Lisboa, PROQUAL, em curso, prevê já a supressão de algumas destas carências. “Vai ser criado um parque urbano, na Parreirinha, com dez mil metros quadrados”, exemplificou.
Recorde-se que a Brandoa já conheceu uma declaração de área crítica em 1984, mas a área não coincidia com a do PROQUAL, o que agora acontece.
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