BURLA JÁ IA EM 500 MIL EUROS

Dois indivíduos ficaram em prisão preventiva no desenrolar de um processo fraudulento que envolve a empresa Lubrimarques, uma firma do concelho do Barreiro cujo único objecto era a prática de burlas, que já atingem cerca de 500 mil euros.

07 de julho de 2002 às 22:37
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Com estas duas detenções, desta feita numa acção concertada entre a GNR do Montijo e a GNR de Chaves, eleva-se para quatro o número de indivíduos em prisão preventiva, na sequência de investigações que decorrem desde o ano passado, sendo a titular do processo a procuradora-adjunta do Tribunal Judicial da Moita.

As primeiras detenções, executadas pelo Núcleo de Investigação Criminal (NIC) da GNR do Montijo ocorreram em Junho, reportadas na altura pelo Correio da Manhã, visando dois suspeitos pela prática de compra de pneus, tintas e madeiras com recurso a cheques sem provisão, passados em nome da empresa, a Lubrimarques, uma firma falida que constituiu a capa da actividade do grupo.

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Refugiados em chaves

Na altura das detenções, dois ‘funcionários’ da empresa conseguiram escapar, fazendo desaparecer duas das quatro viaturas da frota da firma, que tinham sido compradas em ALD para transporte dos materiais pagos com cheques ‘carecas’.

O NIC da GNR do Montijo prosseguiu, no entanto, as investigações, por determinação da procuradora-adjunta da Moita, e veio a descobrir que os dois ‘funcionários’, de 39 e 44 anos, tinham deixado a região de Lisboa.

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A perseguição justificava-se, uma vez que os indivíduos eram também eles parte da organização, sendo os ‘lucros’ divididos em quatro partes iguais. Um deles, aliás, tem largo cadastro pela prática de vários crimes.

As investigações do NIC vieram a concluir que os suspeitos tinham alugado um carro em Braga, em nome da companheira de um deles, e acabaram por se refugiar em Chaves, em casa de um amigo, quando se aperceberam dos movimentos da GNR.

Os investigadores do Montijo rumaram então a Chaves, onde receberam o apoio do NIC da GNR local.

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Em Chaves, a equipa conjunta localizou desde logo os suspeitos num bar, mas a intervenção foi adiada por razões de segurança. Os indivíduos, no entanto, foram mantidos sob vigilância e nessa mesma noite soube-se que os suspeitos se tinham deslocado a Espanha.

No regresso rumaram às imediações de Santo Tirso, sendo interceptados na GALP da A-3. Ficaram detidos nas celas da GNR de Trofa e, no dia seguinte, foram conduzidos ao Tribunal da Moita, que determinou a prisão preventiva para ambos, sob acusação de burla, burla agravada e associação criminosa.

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