Burla três petrolíferas em 1 milhão de euros
Empresário de 53 anos julgado por 9 crimes no Tribunal de Portimão.
Um empresário de 53 anos, concessionário de vários postos de abastecimento de combustível no Algarve, está a ser julgado, no Tribunal de Portimão, por nove crimes de falsificação de documento agravada. O arguido usava garantias bancárias falsas para comprar combustível junto das petrolíferas, à consignação.
O esquema, que se prolongou entre os anos de 2010 e 2011, foi desmontado pela Polícia Judiciária em março de 2014. De acordo com o Ministério Público, as garantias falsas, de um banco da região, incluíam o carimbo da entidade bancária, que o arguido tinha arranjado, bem como assinaturas de dois administradores da instituição, feitas pelo próprio arguido.
Para dar maior credibilidade às garantias forjadas, o arguido autenticava-as num notário. Através deste esquema fraudulento, o arguido conseguiu obter, da Sopor, Petrogal e da CEPSA cerca de um milhão de euros em combustível, cujo fornecimento é acusado de nunca ter pagado.
As garantias foram apresentadas pelas petrolíferas à Caixa de Crédito Agrícola Mútuo do Sotavento, que não as pagou porque não as tinha emitido.
São ainda arguidos, por falsificação de documento, dois homens que agiram como representantes legais do banco.
PORMENORES
Nove garantias falsas
De acordo com o Ministério Público, o empresário entregou às petrolíferas nove garantias bancárias falsas.
Gasolineiras arguidas
Seis postos de combustível do empresário, situados nos concelhos de Silves e Lagos, são também arguidos no processo por falsificação de documento.
Outro processo
Sobre o empresário incide ainda um processo semelhante, que decorre no Tribunal de Faro e no qual é acusado de burla qualificada e falsificação de documento agravado.
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