Burlão português morto com 10 tiros

António Silva era natural de Braga e foi executado à porta do restaurante que explorava.

20 de dezembro de 2014 às 15:02
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António Agostinho Cunha da Silva fugiu do Brasil e refugiou-se no Paraguai após uma série de burlas e numa altura em era suspeito do homicídio de um pastor evangélico. Anteontem, quando limpava a hamburgueria que explorava em San Blas, na zona de Amambay, foi executado com dez tiros na cabeça por assassinos a soldo.

O português, nascido em Braga há 43 anos, vivia há poucos meses no bairro de San Blas, na cidade de Pedro Juan Caballero, a capital da região de Amambay, que faz fronteira com o Brasil. De acordo com a imprensa local, António estava junto à entrada do estabelecimento quando um automóvel cinzento se aproximou. Um dos criminosos desceu do veículo e, sem dizer qualquer palavra, efetuou dez disparos com uma pistola de 9 mm. António caiu inanimado no chão. O atirador voltou a entrar no carro e o grupo desapareceu. Até ontem à noite não tinham sido localizados.  As autoridades paraguaias não avançaram, até agora, qualquer motivo para a execução em pleno dia.

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Segundo o CM apurou, o português começou a chamar a atenção das autoridades brasileiras em 2009. Após várias denúncias de burlas, sobretudo feitas por mulheres, António acabou por ser detido em setembro de 2009 por um mero incidente de trânsito – uma manobra perigosa ao volante de um carro para o qual não tinha documento. Esteve preso em Minas Gerais e chegou a ser alvo de uma ordem de expulsão do Brasil. Foi solto e as autoridades perderam-lhe o rasto. Nessa altura tornou-se suspeito do homicídio de um pastor evangélico no Paraná. João Santos Lourenço foi morto a tiro na noite em que iria vender uma casa ao português. António foi intimado a prestar esclarecimentos à polícia, mas nunca compareceu.

Fingia ser filho de cônsul para enganar mulheres

O burlão português vivia há vários anos na América Latina – passou por vários estados do Brasil e refugiou-se no Paraguai. Para manter o estilo de vida, António Cunha da Silva fazia-se passar por filho de um cônsul e fingia que era proveniente de uma família abastada. O esquema usado pelo burlão passava por se aproximar de mulheres que tivessem os mesmo apelidos – Cunha ou Silva. Depois, com a documentação das companheiras, fazia negócios. Comprou carros, propriedades e abriu contas bancárias em nome destas. Uma das mulheres com quem se envolveu, foi burlada em 150 mil euros.

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