Burlões desviam 300 mil a vítimas
PJ deteve oito homens que adquiriam bens com dados roubados.
A Polícia Judiciária acredita ter desfeito uma rede de burlões que fez em todo o país centenas de compras e de levantamentos com dados bancários de terceiros. Uma burla que já ascende aos 300 mil euros, mas a Unidade Nacional de Combate ao Cibercrime e à Criminalidade Tecnológica da Judiciária ainda está a contabilizar a extensão dos crimes.
Seis homens já tinham sido detidos em dezembro, na operação Fragrância. Esta semana foram apanhados mais dois, de 30 e 50 anos, no Algarve.
Os burlões adquiriam viagens e outros bens através na internet, nomeadamente vestuário, computadores portáteis e telemóveis. Alguns bens adquiridos eram vendidos no mercado negro a preços mais baratos, enquanto outros eram devolvidos à empresa vendedora. E, assim, o gang acabava por receber o dinheiro da devolução, branqueando dessa forma o crime.
Outro método de atuar era através da inserção dos dados bancários adquiridos de forma ilegal em cartões contrafeitos. Com os mesmos iam a lojas e faziam compras milionárias de bens e serviços. Noutros casos fizeram mesmo levantamentos.
Os criminosos, que faziam disto vida e não ostentavam grandes luxos, estão indiciados pelos crimes de burla informática, contrafação de cartões bancários e associação criminosa.
Dos seis detidos em dezembro, quatro já se encontram em prisão preventiva. Os dois agora intercetados ainda vão ser presentes a um juiz de instrução. A PJ apreendeu muitos dos bens adquiridos por via criminosa.
Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?
Envie para geral@cmjornal.pt