Cadela Sirene sepultada no quartel dos bombeiros de Santo Tirso
Cadela foi colhida na passadeira. Condutor está em fuga.
Foi aqui que foi criada. Chegou cá em bebé, por isso, tinha de ser esta a sua última morada." Pedro Matos, subchefe dos Bombeiros Voluntários de Santo Tirso, explica emocionado a razão de Sirene ter sido sepultada no quartel. A cadela da corporação foi mortalmente colhida por um carro, na terça-feira, quando até atravessava na passadeira. O condutor fugiu do local.
"Gostávamos de saber quem foi. Que a pessoa viesse aqui dizer: ‘Fui eu.’ Ou até que pedisse desculpa. É que mataram a nossa mascote e estamos todos muito tristes", acrescentou.
Depois de ser colhida, a cadela, de cinco anos, foi prontamente socorrida pelos bombeiros e transportada para uma clínica veterinária. Lutou pela vida durante dois dias, mas as sequelas eram irreversíveis. "Estive eu e estiveram muitos dos colegas daqui da corporação junto dela nos últimos momentos. Foi muito triste. Todos nos despedimos dela. É uma perda muito grande e estamos de luto", frisou Pedro Matos, que recorda como a cadela reagia sempre que ouvia a... sirene: "Começava a ladrar e ficava eufórica. Era muito dócil e a nossa companhia de dia e de noite."
PORMENORES
Primeiro carro parou
Quando Sirene atravessava a estrada, um primeiro carro parou para a cadela passar. Foi um segundo automóvel que atingiu o animal, projetado com grande violência. Apesar dos rápidos cuidados, sofreu ferimentos irreversíveis.
Outra cadela atropelada
Esta é a segunda cadela da corporação de bombeiros que é mortalmente atropelada. Em 2015, Agulheta foi colhida por um carro quando tinha apenas dois anos. "Não sabemos se vamos querer mais algum animal", assume o subchefe.
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