Câmara de Albufeira compra casas para depois arrendar
Autarquia avança com medidas para combater falta de soluções no mercado a preços acessíveis.
A Câmara de Albufeira está a adquirir fogos que depois serão disponibilizados para arrendamento social e vai avançar com a construção de três novos polos de habitação municipal. O objetivo é combater a falta de casas no mercado a preços que sejam acessíveis à população mais carenciada.
Atualmente, um total de 119 agregados familiares usufruem do Programa de Apoio ao Arrendamento (que prevê comparticipações até 60% do valor da renda), o que se traduz num investimento de 220 mil euros por ano.
Mas a autarquia revela que esta medida "está, neste momento, condicionada pelo cada vez menor número de imóveis disponíveis para arrendamento".
Para tentar minorar o problema, a câmara tem vindo a adquirir habitações. Ainda recentemente gastou mais de 800 mil euros na compra de sete fogos, apurou o CM. E a autarquia assegura que vai continuar "a adquirir novas edificações que se encontrem disponíveis no mercado imobiliário, cujos valores de aquisição se vislumbrem acessíveis e adequados".
Além disso, a autarquia vai avançar com a construção de 40 habitações municipais na freguesia de Paderne e de 49 na de Albufeira e Olhos d’Água.
Serão ainda adquiridos dois novos terrenos, nas freguesias da Guia e Ferreiras. "Ao longo dos próximos dois, três anos pretendemos construir mais de 100 fogos", afirma ao CM José Carlos Rolo, presidente da câmara.
Outra medida passa pela chamada renda condicionada - que prevê a criação de uma renda mensal inferior à de mercado livre -, e o arrendamento jovem, que inclui o lançamento de concurso para frações em Ferreiras e Paderne.
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