Carlos Quaresma começa a ser julgado em Faro

Antigo candidato à presidência do Benfica acusado de burla com material ortopédico.

20 de novembro de 2018 às 08:49
Entrega de material à Santa Casa da Misericórdia de Vila Verde foi feita pelo antigo jogador José Augusto Foto: Direitos Reservados
Carlos Quaresma, presidente da AGAPE, Benfica, Suécia, Ministério Público, Faro, Portugal, questões sociais, economia, negócios e finanças Foto: João Cortesão
Carlos Quaresma foi futebolista e ainda candidato à presidência do Benfica Foto: João Cortesão

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"Ele pediu 13 mil euros pelo transporte. Vimos que conseguíamos fazer por 5 mil, mas ele não deixou." O testemunho é de Bento Morais, provedor da Santa Casa da Misericórdia de Vila Verde, esta segunda-feira, na primeira sessão do julgamento de Carlos Quaresma, no Tribunal de Faro.

O antigo futebolista que chegou a tentar candidatar-se à presidência do Benfica, responde por burla num caso que envolve mais de 30 câmaras e instituições e no qual é acusado de se apoderar de 265 mil €, entre 2009 e 2011.

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A Santa Casa da Misericórdia de Vila Verde foi uma das instituições que Carlos Quaresma contactou a propor a entrega de material ortopédico, angariado pela associação sueca AGAPE. Mas cobrava 13 mil euros pelo transporte – quando, na realidade, a AGAPE apenas cobrava 3 mil euros.

Segundo a acusação, Quaresma fazia o transporte por 5 mil euros e ficava com a diferença. De acordo com Bento Morais, o empresário chegou a ameaçar que acusaria publicamente a Santa Casa de Vila Verde de recusar material para os mais necessitados. A instituição acabou por aceitar e a entrega até foi feita com a participação de José Augusto, antigo jogador do Benfica.

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O julgamento continua, em Faro, na quinta-feira.

PORMENORES

Vila Real de Santo António

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A Câmara de Vila Real de Santo António foi uma das autarquias contactadas por Carlos Quaresma. Daí o caso estar a ser julgado no Tribunal de Faro.

Intitulava-se presidente

O empresário, que se fazia passar por presidente da AGAPE, é acusado de burlar 18 câmaras e 15 instituições de norte a sul.

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Ausente do tribunal

Carlos Quaresma, que vive na Suécia, pediu dispensa de estar presente no julgamento por motivos de saúde. Foram enviadas cartas rogatórias para que seja ouvido naquele país.

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