Cartões bancários falsificados: PJ prende 18 pessoas por transações de 1,8 milhões

Grupo usava cartões de entidades bancárias do sudoeste asiático com os quais fizerem 620 transações em 5 dias.

26 de março de 2026 às 13:12
Terminais de pagamento automático eram usados para o esquema Foto: CMTV
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A Polícia Judiciária deteve 18 pessoas por crimes de contrafação e utilização de cartões ou outros dispositivos de pagamento, falsidade informática e branqueamento de capitais. A operação levou a buscas na Grande Lisboa, Almada, Setúbal, Torres Vedras, Aveiro e Porto.

Segundo a PJ, a investigação iniciou-se em novembro de 2025, na sequência de uma comunicação da Direção de Anti-Fraude e Regularizações (Pay Watch) da SIBS (a empresa responsável pela gestão das redes Multibanco e de terminais de pagamento). Tinham sido detetados pagamentos eletrónicos e transações suspeitas, no valor de meio milhão de euros, realizados com cartões emitidos por entidades bancárias sediadas no sudoeste asiático.

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"Iniciada a investigação, rapidamente foi possível concluir que se tratavam de cartões contrafeitos, utilizados entre 26 e 31 de outubro de 2025 em terminais de pagamento automático (TPA) contratualizados por empresas estabelecidas em território nacional e por eles controladas", adianta a PJ em comunicado.

Foram contabilizadas, neste esquema, cerca de 620 transações, no valor de 1.892.691 euros, na sua maioria bloqueadas atempadamente pela SIBS.

"No entanto, 128 transações foram bem-sucedidas, o que permitiu aos suspeitos lucrarem mais de 500 mil euros."

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Na operação foram apreendidos leitores de cartões bancários (skimmers), cartões brancos (white cards), cartões diversos, diversos TPA’s, uma infraestrutura de branqueamento de capitais, diversas contas bancárias estrangeiras e cupões de criptoativos.

Foram, ainda, apreendidos três veículos automóveis, 17 mil euros em numerário, munições, coletes balísticos e droga.

Os detidos, 13 homens e cinco mulheres, com idades entre os 23 e os 51 anos, serão presentes a primeiro interrogatório judicial no Tribunal de Instrução Criminal de Loures para aplicação das adequadas medidas de coação.

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