Casa do Gaiato solidariza-se com presidente da instituição

Padre Arsénio Isidoro é arguido por peculato.

23 de março de 2016 às 20:46
Casa do Gaiato de Lisboa, Arsénio Isidoro, Casa do Gaiato, Polícia Judiciária, crime, lei e justiça Foto: Pedro Catarino/Correio da Manhã
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A direção da Casa do Gaiato de Lisboa solidarizou-se esta quarta-feira com o presidente da instituição, padre Arsénio Isidoro, reconhecendo a sua "imagem de exemplo e generosidade", esperando que "rapidamente a justiça clarifique o manto de suspeição sobre ele levantado".

Em comunicado, a direção da Casa do Gaiato informa que, esta quarta-feira de manhã, foram efetuadas buscas à Casa do Gaiato de Lisboa, em Santo Antão do Tojal, e que a instituição "manifestou total disponibilidade" para colaborar com as autoridades.

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"A direção da Casa do Gaiato manifesta a sua total confiança e solidariedade para com o presidente da direção, padre Arsénio Isidoro, reconhecendo a sua imagem de exemplo e generosidade, fazendo votos para que, rapidamente, a justiça clarifique o manto de suspeição sobre ele levantado", acrescenta o documento.

O comunicado da Casa do Gaiato surge poucas horas depois de a Polícia Judiciária (PJ) ter anunciado que constituiu dois arguidos - um dos quais padre e dirigente da Casa do Gaiato, como disse à Lusa uma fonte da PJ -, por suspeitas da prática de peculato.

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No âmbito da Operação "Veritas", a Unidade Nacional de Combate à Corrupção (UNCC) deu cumprimento a dez mandados de busca e apreensão. Iniciada em meados de 2014, a operação incide sobre Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPSS) e sobre a eventual prática de atos de gestão fraudulenta, em entidades com utilidade pública.

Em causa está a aquisição de bens em proveito próprio, sobretudo bens de luxo, por elementos daquelas entidades, disse a mesma fonte à Lusa.

A operação resulta de um inquérito do Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) de Lisboa.

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A Casa do Gaiato tem como finalidade acolher, educar e integrar na sociedade crianças e jovens que, por qualquer motivo, se viram privados de meio familiar normal.

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