Caso das orgias: Mulher garante que foi coagida

A mulher de Famalicão alegadamente obrigada pelo marido a participar em orgias sexuais, sob a ameaça de arma de fogo, garantiu esta terça-feira, em tribunal, que foi mesmo coagida, informou o advogado.

20 de dezembro de 2011 às 15:28
orgias, famalição, tribunal, mulher, advogado, josé castelo branco, betty Foto: d.r.
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"A minha cliente é uma vítima", referiu Francisco Peixoto, no final de mais uma audiência do julgamento, que decorre à porta fechada, dado o "foro íntimo" dos factos.

Sobre as imagens que a defesa juntou aos autos, para tentar provar que a mulher participou nas orgias de livre vontade, Francisco Peixoto considera que provam precisamente o contrário. "Veja o vídeo e veja se minha cliente tem alguma participação espontânea naquela situação", referiu.

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No primeiro dia do julgamento, o advogado do arguido garantiu que as imagens comprovam "inequivocamente" que não houve qualquer coacção. "São imagens explícitas, claras, convincentes e inequívocas, que comprovam que houve uma comparticipação de pessoas adultas que voluntariamente praticam factos da vida privada", disse Miguel Brochado Teixeira.

Hoje, o tribunal apenas ouviu a alegada vítima, que continuará a ser inquirida na próxima sessão, marcada para 6 de Janeiro.

O arguido, que está em prisão domiciliária, com vigilância electrónica, responde por um crime de violência doméstica, que incluiu a coacção sexual, e ainda por dois crimes de detenção ilegal de arma.

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Duas das testemunhas arroladas pela defesa são José Castelo Branco e a mulher Betty Grafstein, que alegadamente eram amigos do casal de Famalicão. "O senhor Silva [Castelo Branco] presenciou e participou em factos e terá que referir ao tribunal [se houve coacção ou se as orgias foram com o consentimento de todos os intervenientes]", referiu Miguel Brochado Teixeira.

Castelo Branco já negou que tivesse participado em qualquer orgia, mas, segundo Brochado Teixeira, há no processo fotografias e vídeos que apontam para a participação do chamado "rei do jet-set".

Este caso foi desencadeado na sequência de uma investigação por posse ilegal de armas, durante a qual a mulher do arguido se queixou de violência doméstica. No processo, há também fotos em que a mulher ostenta nódoas negras no corpo, que a acusação diz serem resultado das agressões do marido, mas que a defesa associa às orgias, em que haveria sessões de sadomasoquismo.

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