Cavalos na estrada desfazem família

Dono dos cavalos pode vir a responder por homicídio.

30 de janeiro de 2016 às 01:05
Campo Maior, EN373, Bruno Raimundo, BMW, Miguel Carvalho, Hospital de Elvas, Bombeiros de Campo Maior e Elvas, GNR, Cláudio Godinho Foto: DR
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Faltavam 15 minutos para começar o turno na fábrica de borracha em Campo Maior. Mas o destino de filho, mãe, pai e mais dois amigos – todos residentes em Elvas e trabalhadores na mesma unidade – foi devastado pela presença de dois cavalos na EN373, a dois quilómetros da vila. Bruno Raimundo, de 27 anos, não resistiu aos ferimentos provocados pela colisão do BMW que conduzia com os animais. A mãe, Aurelina, de 47, está em estado crítico.

Eram 04h45 desta sexta-feira quando o acidente aconteceu. "Quando chegámos ao local, estavam duas vítimas encarceradas e os cavalos na via. O pai da vítima mortal deambulava pela estrada. Um dos animais ficou completamente desfeito. Houve um choque inicial, mas tivemos de deixar correr o sangue frio para fazer o nosso trabalho", disse ao CM Miguel Carvalho, comandante dos Bombeiros de Campo Maior. Bruno foi encaminhado para o Hospital de Elvas, onde o óbito viria a ser confirmado.

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Já Aurelina Raimundo foi transportada de helicóptero, em estado crítico, para o São José, em Lisboa. Apresentava múltiplas fraturas e um traumatismo cranioencefálico. Um dos amigos da família também foi transferido para Lisboa, mas não corre perigo de vida.

O pai de Bruno e o quinto passageiro do carro sofreram ferimentos ligeiros. No local estiveram elementos dos Bombeiros de Campo Maior e Elvas e vários meios do INEM. A estrada esteve condicionada até cerca das 08h00 para remoção dos destroços e limpeza da via.

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Os cavalos são oriundos de uma propriedade que fica junto ao local do sinistro. O dono já foi identificado. A GNR não tem muitas dúvidas sobre a causa da colisão, mas a investigação não está terminada. "As diligências prosseguem para perceber as circunstâncias que levaram os cavalos a estar naquele sítio àquela hora", disse ao CM o capitão Cláudio Godinho, comandante do destacamento de Elvas da GNR. Ao que o CM apurou, os animais tinham sido adquiridos há poucos dias e não tinham chip de identificação. O proprietário poderá vir a ser responsabilizado pelo choque e a responder num processo de homicídio por negligência.

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