Cemitério degradado revolta populares
O cenário é desolador: ervas a invadir campas, passeios degradados e sepulturas quase escondidas. O estado de degradação a que chegou o Cemitério de Esgueira, em Aveiro, está a revoltar os populares. O espaço, que serve duas freguesias populosas do concelho, irá passar da alçada da câmara para a Junta de Freguesia de Esgueira. A solução ainda não foi encontrada. <br/>
A situação não é recente e tem vindo a agravar-se. Para aqueles que cuidam com frequência os jazigos dos entes queridos, o sentimento que impera é a revolta. "Só há ervas em cima das campas. Eu ainda vou tirando algumas, mas não posso fazer muito mais, nem é a minha obrigação", contou uma moradora. A mulher dirige-se ao cemitério todas as semanas para cuidar da campa de familiares. Tal como ela, também outros populares não gostam do cenário.
"Isto é uma vergonha. Estamos quase no centro da cidade e temos um cemitério ao abandono", indignou-se um residente. "Uma vez até vi uma cobra no meio da folhagem. É um perigo! Acho que nunca vi um cemitério neste estado noutro lado", lembrou outra popular. O cemitério está localizado em Esgueira, freguesia com 15 mil habitantes, e alberga ainda campas de residentes na freguesia de Santa Joana. O espaço é da responsabilidade da autarquia aveirense, mas deverá passar para a alçada da Junta de Freguesia de Esgueira.
"Já houve contactos para ficarmos com o cemitério. Para o arranjarmos tínhamos de gastar bastante dinheiro e não o temos", lamentou a presidente da Junta de Freguesia de Esgueira, Romana Fragateiro. "Há ervas a crescer, passeios com pedras levantadas, sepulturas sem arranjo à volta. As sebes estavam enormes mas já foram cortadas ontem [anteontem]", enumerou.
A câmara vai reunir-se com a junta de freguesia no final do mês. "Mas ainda não está nada definido", lembrou a autarca.
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