Cemitério profanado em Lisboa

Dois skinheads, de 16 e 24 anos, foram detidos pela PSP na noite de terça-feira, quando vandalizavam várias campas do Cemitério Israelita, em Lisboa.

27 de setembro de 2007 às 00:52
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Os dois jovens saltaram o muro do cemitério, situado na Avenida Afonso III, e com objectos contundentes, rasparam doze campas, gravando cruzes suásticas. Os indivíduos ainda defecaram em dois túmulos. Os prejuízos ascendem a 60 mil euros.

Alertada por um popular que ouviu barulho no cemitério, a PSP apanhou os skinheads em flagrante, pelas 22h50.

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Um dos skinheads tinha tatuado no braço ‘Morte aos traidores’, enquanto o outro apresentava a mesma frase na camisola.

O detido de 24 anos, Carlos S., é arguido no processo dos skinheads, acusado de discriminação racial e ofensas à integridade física. O mais novo fez parte do processo, mas não foi constituído arguido.

Ambos pertencem à Frente Nacional, liderada por Mário Machado. Os dois têm já cadastro por difusão de material nazi e de extrema-direita, por discriminação e ódio racial e por agressões a imigrantes.

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Os detidos foram ontem presentes ao Tribunal de Instrução Criminal, não se conhecendo ainda medidas de coacção.

“Lamentamos profundamente que num país democrático e de liberdade como Portugal aconteçam situações destas. Até hoje não tinha acontecido nada com estas dimensões”, disse ao CM Esther Mucznik, vice-presidente da Comunidade Israelita de Lisboa.

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