Cemitérios assaltados em Oliveira de Azeméis
A profanação de cemitérios para furtar crucifixos, candeeiros e grelhas de flores está a indignar as freguesias de Loureiro e Cucujães, no concelho de Oliveira de Azeméis.
Em três semanas a GNR registou três assaltos aos cemitérios de Cucujães e Loureiro. Os ladrões escalam muros e deambulam entre as campas, escolhendo os crucifixos que vão levar. Fonte policial disse ao CM que só é furtado um tipo de crucifixo. No caminho tiram grelhas metálicas de flores e candeeiros que resguardam as velas do vento e chuva.
Só no Cemitério de Cucujães foram furtados 1400 tampas de flores, 27 candeeiros e dezenas de crucifixos. Na mesma noite, os ladrões foram ao cemitério de Loureiro e uma popular, apercebendo-se do barulho, veio à janela ainda a tempo de ver uma carrinha branca arrancar, sem imaginar que seria alguém a profanar o local sagrado.
António Silva, presidente da Junta de Freguesia de Cucujães, não compreende os furtos, que “mexem com as crenças e valores morais” e, tal como o homólogo de Loureiro, pediu à GNR que “apanhe os ladrões para que eles sejam castigados”.
Entre os residentes, a indignação é geral. Na opinião de Celeste Marques, ao “roubarem coisas dos nossos entes queridos, estão a roubar um pedaço de nós”. Igual opinião tem Gracinda Oliveira, ressalvando que em causa estão “os valores religiosos e o respeito pelos mortos”. “Só um herege é capaz de uma coisa destas, porque pensam que escapam ao castigo de Deus. Mas enganam-se”, concretiza.
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