Chamas consumiram 23 mil hectares em 15 dias
Incêndio de Valpaços contribuiu em grande medida para o aumentar da área ardida. Números estão acima do período homólogo do ano passado.
Desde 15 de julho até este domingo, as chamas consumiram 23 073 hectares (ha), elevando a área ardida total deste ano para mais de 53 mil ha. Destes, quase metade (45%) aconteceram em povoamentos florestais, seguindo-se os matos (42%) e só depois os incêndios em agricultura (13%). Os dados são do Instituto da Conservação da Natureza e Florestas (ICNF), com o cálculo a ser feito pelo CM através da diferença entre a área ardida desde janeiro até meados de julho e os números relativos aos primeiros dias deste mês.
Para o aumento destes números, o incêndio de Valpaços (que entretanto já foi dado como estando em resolução, apesar de alguns reacendimentos, após estar a arder desde dia 28) contribuiu em grande medida. Segundo dados provisórios, as chamas - que chegaram a ser combatidas por centenas de bombeiros - terão consumido, só neste incêndio, aproximadamente 13 mil hectares de área. Ao todo, já houve, desde janeiro, 5802 fogos em Portugal.
Segundo o relatório provisório do ICNF, o valor até 15 de julho era já o "quinto mais elevado em número de incêndios e o terceiro mais elevado em área ardida desde 2016". Nesta data, o maior incêndio registado era o de Vouzela, que deflagrou no dia 2 de julho.
Estes 53 mil hectares ainda ficam longe da área ardida total do ano passado (270 695 ha), mas estão bem acima dos números até 31 de julho de 2025, quando as chamas queimaram 33 224 hectares.
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