Chefe da polícia agride condutor
Pedro Ferreira admite ter respondido com murros, na esquadra, a uma série de insultos.
Um chefe da PSP da Amadora, com 30 anos de serviço e um comportamento exemplar, está a ser julgado no Tribunal de Sintra pelo crime de ofensas corporais qualificadas a um condutor. Suspenso desde que foi pronunciado, Pedro Ferreira (o arguido) está a trabalhar em funções não operacionais.
Os factos ocorreram em janeiro deste ano, na Amadora. Agentes da PSP prenderam um condutor alcoolizado. Fontes policiais disseram ao CM que o detido terá passado primeiro por uma esquadra, onde diz ter sido agredido por vários agentes, algo nunca provado. O condutor foi depois para a esquadra da Mina, na Amadora, e algemado a uma cadeira. Foi então que avistou o chefe Pedro Ferreira – que admitiu ter respondido com murros a uma série de insultos proferidos pelo detido.
O processo de condução com álcool baixou a inquérito. O condutor recebeu assistência médica num hospital e desde logo usou o relatório médico para sustentar a queixa-crime contra o chefe da PSP Pedro Ferreira, apresentada quase no limite dos seis meses definidos por lei.
Acusado pelo Ministério Público e pronunciado pelo juiz de instrução criminal por ofensas corporais qualificadas, o chefe da Polícia está a ser julgado no Tribunal de Sintra. O acórdão será lido a 12 de janeiro de 2015.
Por ser um crime com moldura penal superior a três anos, Pedro Ferreira foi suspenso e depois colocado a trabalhar em funções não operacionais, mais concretamente na secretaria da divisão da PSP da Amadora.
O Comando Metropolitano da PSP de Lisboa, contactado, não quis comentar esta questão.
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