Cheiro a gás insuportável
As obras de substituição das tubagens do gás natural a decorrerem na Avenida Conde Valbom, em Lisboa, obrigam moradores, comerciantes e transeuntes a andar de nariz tapado pela rua.
“O ar está insuportável, sinto-me zonza, agoniada e tenho dores de cabeça”, diz Lucília Lavrador, dona da papelaria que se situa em frente às obras. Irritado, o marido, Bastos Lavrador, explica ao CM que “a loja é pequena e que o ar não circula”. “Aproveitamos quando não temos clientes para sair daqui e nos sentarmos a apanhar ar no banco da rua.”
António Paquete tem um escritório na mesma rua e já foi obrigado a encerrar portas. “Tinha uma colaboradora grávida e não se podia estar com o cheiro.”
Márcia Manique trabalha num café das imediações. Face às queixas dos clientes, optou por se informar junto do encarregado da obra. “Explicaram-me que não podem fazer nada e que o cheiro surge quando retiram os tubos.”
O CM tentou em vão, via telefone e e-mail, obter uma explicação da Lisboagás.
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