Cinco dos onze maiores incêndios ateados por mão criminosa

Para os diferentes programas criados para combater os incêndios foram canalizados 769 milhões de euros.

02 de agosto de 2026 às 01:30
O incêndio de Piódão nasceu a 13 de agosto e cresceu como nunca visto. É o maior de sempre Foto: Paulo Cotrim/Lusa
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Cinco dos 11 maiores incêndios do ano passado tiveram mão criminosa. Em dois outros o desleixo no uso do fogo levou à destruição. Há também três em que os fenómenos naturais ou ocasionais, como raios, estiveram na origem das chamas, e num deles não foi possível determinar a origem do incêndio. Os fogos de 2025 mataram quatro pessoas, 246 foram hospitalizadas. A conclusão é do relatório da Comissão Técnica Independente (CTI) para avaliar os fogos do ano passado.

Os incêndios provocados por incendiários ocorreram em Parada (Ponte da Barca), Sirarelhos (Vila Real), Tapada da Vareda (Sabugal), Vale Manso (Guarda) e Valverde da Gestosa (Mirandela). Em Pramigo (Trancoso) e Ribeira da Cal (Sabugal) os incêndios resultaram do uso incorreto do fogo. Por sua vez, a queda de raios provocou o maior incêndio já registado em Portugal, em Piódão (Arganil) e também o de Carrasqueira (Sátão). No incêndio de A-do-Cavalo (Trancoso) não foi possível determinar a causa. E no de Poiares (Freixo de Espada à Cinta) a causa foi acidental, possivelmente uma fagulha libertada por veículo.

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No relatório da CTI é ainda indicado que nos 44 incêndios rurais que superaram os 500 hectares, “prevaleceu o incendiarismo em 47,7%, a uma distância assinalável do uso do fogo (18,2%) e das causas acidentais (15,9%)”. A esmagadora maioria dos incêndios rurais tem, assim, origem humana (negligência, uso do fogo e incendiarismo) “pelo que reduzir as ignições é agir sobre comportamentos”, sustentam os peritos que elaboraram o relatório. Nos diferentes programas criados para combater os incêndios foram aplicados 769 milhões de euros.

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