Clonar um gato custa 38 mil euros

O primeiro animal doméstico clonado para fins comerciais nasceu nos Estados Unidos (EUA), anunciou ontem a empresa responsável pela clonagem – a Genetic Savings and Clone – com sede em Sausalito, na Califórnia.

24 de dezembro de 2004 às 00:00
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O gato Little Nicky, que nasceu há nove semanas, foi clonado a partir do ADN de um gato (Niccky) que morreu no ano passado com 17 anos. “São idênticos e têm a mesma personalidade”, referiu a proprietária do animal, que por temer represálias de grupos contrários à clonagem, apenas divulgou o seu primeiro nome, Julie, e o Estado de residência, Texas.

Julie pagou 50 mil dólares (cerca de 38 mil euros) pela clonagem. A empresa espera clonar mais de 50 gatos até final do ano e aponta para Maio o nascimento do primeiro cão clonado do Mundo, um mercado mais lucrativo que o dos gatos.

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O sucesso da clonagem desenvolvida pela Genetic Savins and Clone resulta do desenvolvimento de uma nova técnica que consiste em condensar e transferir somente o material genético do animal de origem para um óvulo doador, e não todo o núcleo celular – como era feito anteriormente. Lou Hawthorne, administrador da empresa precisou que “entre 15 a 45 por cento dos gatos clonados morrem nos 30 primeiros dias, mas esse registo é a média obtida na reprodução natural”.

A clonagem de animais domésticos com fins comerciais levanta sérias críticas: “É moralmente problemática e um pouco condenável”, disse David Magnus, co-director do Centro de Ética Biomédica da Universidade de Stanford.

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