Colégio Moderno afasta alunos suspeitos de agressões

Estabelecimento escolar não vai aceitar a renovação da matrícula dos alunos de 16 e 17 anos suspeitos de agredirem iraquiano.

04 de junho de 2026 às 01:30
Colégio Moderno veta alunos Foto: DR
As agressões ocorreram na madrugada do 25 de Abril Foto: DR

1/2

Partilhar

O Colégio Moderno já terá decidido não renovar as matrículas para o próximo ano letivo dos seus alunos do 10º e 11º anos envolvidos nas agressões a um imigrante iraquiano na madrugada do passado dia 25 de abril, . No âmbito deste caso, a PSP já constituiu três jovens como arguidos por ofensas à integridade física e identificou outros nove, incluindo uma rapariga – falta saber, porém, se a medida do colégio se estende a todos ou só a alguns; tinham todos idades entre 16 e 17 anos na altura dos confrontos físicos.  

Recorde-se que a alegada vítima se chama Omar Al-Hayali, um iraquiano, de 27 anos, que vive em Portugal com estatuto de refugiado desde 2019, faz traduções pontualmente e é estudante de psicologia no ISCTE. Os incidentes ocorreram junto ao edifício do antigo Cinema Império, na Alameda D. Afonso Henriques, em Lisboa, quando o homem, segundo descreveu, foi interpelado “por um grupo com cerca de 20 jovens” que o terá começado “a insultar gratuitamente”. O cidadão iraquiano – que esclareceu que os insultos “não pareciam ser de teor racista ou xenófobo” – admitiu “ter parado para questionar os motivos daquela agressividade”; a partir daí, terá sido “cercado” e “vítima de uma agressão violenta e coordenada”, chegando a ser atingido por pedras e garrafas de vidro na zona da cabeça.

Pub

Os confrontos terminaram com a debandada do grupo de jovens, mas o caso conquistou mediatismo, depois de os vídeos dos confrontos filmados por testemunhas no local – mas sem ligação direta à situação – terem sido publicados nas redes sociais pelo próprio Omar Al-Hayali. A vítima teve de ser transportada de ambulância ao Hospital de São José, onde foi suturado com 22 pontos. Os mesmos registos foram cedidos à PSP, que os utilizou para identificar a maioria dos envolvidos. Perante os indícios recolhidos, o Ministério Público abriu um inquérito ao caso.

  A 'Sábado' tentou obter uma confirmação oficial do veto dos alunos, junto da diretor do Colégio Moderno, Isabel Soares, mas a responsável não esteve disponível para falar sobre o assunto.   

Pub

Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?

Envie para geral@cmjornal.pt

Partilhar