Comandos afinam táctica para Cabul

A companhia de Comandos que vai render os militares portugueses integrados na Força de Reacção Rápida de Cabul, no Afeganistão, está na recta final da preparação. A partida está marcada para meados de Fevereiro e o novo contingente vai ter à sua disposição onze viaturas Humvee, até agora usadas na Bósnia, com blindagem reforçada.

14 de janeiro de 2006 às 00:00
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Por outro lado, e a provar que o ataque a uma patrulha portuguesa em Novembro está ainda bem presente, cada equipa de Comandos passa a ter um homem com formação de suporte básico de vida.

Uma das últimas etapas da preparação terminou ontem, em Santa Margarida. O ‘Exercício Suão 061’, que na última semana reproduziu aos mínimos detalhes o ambiente que espera os militares em Cabul, chegou ao fim com uma demonstração táctica de evacuação médica em ambiente hostil.

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Os militares dos comandos tiveram também oportunidade de treinar a inactivação de explosivos improvisados semelhantes aos utilizados no ataque à patrulha portuguesa, em Cabul, a 18 de Novembro. A explosão causou a morte do primeiro-sargento Roma Pereira e provocou ferimentos graves no cabo-adjunto Horácio Mourão, que continua internado no Hospital Militar, em Lisboa.

Os explosivos improvisados, as emboscadas e os campos de minas estão no topo das preocupações dos Comandos. A segunda companhia destacada para o Afeganistão, 150 comandos e sete militares da Força Aérea para apoio táctico aéreo, vai utilizar as viaturas Humvee, até agora em serviço na Bósnia, com blindagem reforçada em Israel, de modo a substituir as Uro espanholas.

“Será uma missão bem sucedida se conseguir trazer todos os homens de volta. Só estou preocupado até ao primeiro incidente. Depois, não me preocupo. Os homens sabem o que fazer”, disse o tenente-coronel Gonçalves Soares, comandante das forças nacionais destacadas.

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