Arguido no caso Mota Jr. admite que esteve envolvido na venda de ouro do rapper. Siga ao minuto
Vítima sofreu, junto ao prédio onde residia, várias agressões violentas e graves lesões traumáticas cranianas que lhe provocaram a morte.
Os suspeitos do homicídio do 'rapper' Mota Jr. começaram esta segunda-feira a ser julgados no tribunal de Sintra, depois de, na fase de instrução, uma das arguidas ter sido ilibada da morte do artista e responder apenas por roubo. Quase todos se recusaram a falar em tribunal.
João Luizo, um dos arguídos, revelou, nas declarações gravadas, que não conhecia o David Mota.
Nas mesmas declarações, o arguido admite que esteve envolvido na venda de ouro do rapper.
"Não tenho nada a ver com aquilo que dizem que eu estou envolvido", disse o outro dos arguídos, Édi Barreiros, em declarações gravadas anteriormente. "Não cometi isto. Não sou este tipo de pessoa", confessou.
O Ministério Público acusou João Pedro Luizo, alegado mentor do crime, Édi Barreiros, Fábio Martins e Catarina Sanches de terem cometido, em coautoria, os crimes homicídio qualificado, sequestro, roubo e furto e ainda profanação de cadáver, este último crime imputado a três dos arguidos.
Fábio Martins responde também por detenção de arma e munições proibidas.
Na fase de instrução do processo, o juiz retirou as acusações de homicídio, sequestro e furto imputados a Catarina Belo, que agora, em julgamento, vai responder por roubo.
David Mota ('rapper' Mota Jr.) foi morto aos 28 anos, a 14 de março de 2020, no Cacém, e o seu corpo foi encontrado numa zona descampada em Sesimbra dois meses depois.
Segundo a acusação, a vítima sofreu, junto ao prédio onde residia, várias agressões violentas e graves lesões traumáticas cranianas que lhe provocaram a morte.
Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?
Envie para geral@cmjornal.pt