Comentários de cariz sexual dão processo
Agentes de Coimbra sentiam-se humilhadas e enxovalhadas.
Três agentes da Polícia Municipal de Coimbra estão a ponderar avançar com um processo contra o comandante por sentirem que foram humilhadas.
A situação está relacionada com alegados comentários de cariz sexual e atitudes "discriminatórias" que já estiveram na origem de pedidos de transferência de serviço por parte das agentes e de um processo por difamação movido contra elas pelo comandante Celso Marques.
"Não há nada que piroca minha, piroca dele não cure", terá dito o comandante a uma das agentes quando esta regressou, em 2013, após um período de baixa. O comentário terá sido um dos motivos do seu pedido de transferência de serviço.
A argumentação usada pelas agentes para justificar os pedidos feitos à Câmara de Coimbra estão na origem de um processo movido por Celso Marques em que as três foram acusadas pelo Ministério Público de difamação agravada.
O Tribunal de Instrução Criminal não as pronunciou por entender que as arguidas se sentiam de facto enxovalhadas, como afirmaram nos requerimentos.
Celso Marques já recorreu da decisão e diz que, no processo, é "ofendido e não arguido".
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