Comerciantes contra obra de hotel
Os comerciantes da Rua do Jardim do Regedor, em Lisboa, estão contra as obras de construção do futuro Hotel Altis Avenida. Contestam a instalação de uma grua, em Janeiro último, cuja vedação tapa grande parte da entrada da rua, no acesso à Praça dos Restauradores.
"A forma como foi colocada a estrutura impede que as pessoas percebam que se pode passar por aqui em direcção à Rua das Portas de Santo Antão. Por outro lado, a vedação intimida, sobretudo de noite. Resultado: os turistas, que são cerca de 90 por cento da nossa clientela, deixaram de passar", disse Gonçalo Fernandes, filho do ex-vice-presidente do Sporting AbílioFernandes e responsável pelo restaurante Sol Dourado e pela gelataria Sete.
Os comerciantes já fizeram um abaixo-assinado que foi entregue na Câmara de Lisboa, mas não viram melhorias. O resultado das obras está nas "quebras no negócio na ordem dos 80 por cento", diz Domenico Givroi, do restaurante Valentino.
David Coelho, do restaurante A Lota,considera "fundamental que a iluminação da zona seja reforçada, para as pessoasnãoterem medo de circular de noite". Uma posição partilhada por Domingos Valêncio, do Regedor, e Luísa Guerreiro, da loja Onze Desportivo.
António Diogo, gerente do Sol Dourado, acrescenta que"opóeobarulho das obras no horário das refeiçõestambémlevamos clientes a nãoaparecerem". Passeios esburacados e a falta de limpezasãooutrascríticas apontadas.
Com um custo de 15 milhões de euros, o Hotel AltisAvenida deveficarconcluído em Outubro, segundo anteriores declarações do empresário Raul Martins,filhodeFernando Martins, ex-presidente doBenfica.
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