Comércio queixa-se de efeito de obras em Olhão
ACRAL denuncia consequências negativas para comerciantes da avenida 5 de outubro.
A Associação de Comércio e Serviços da Região do Algarve (ACRAL) manifestou publicamente uma "profunda preocupação" pelas obras que estão a decorrer na avenida 5 de Outubro, na zona ribeirinha de Olhão, que obrigaram ao condicionamento do trânsito naquela via, revelando que têm tido "consequências negativas" no comércio da restauração e das lojas da zona.
"Não compreendo a decisão de fazer a obra ao mesmo tempo em toda a avenida e não por fases", argumenta Álvaro Viegas, presidente da direção da ACRAL, sobre os trabalhos de modernização e requalificação da zona perto dos mercados municipais - obra da responsabilidade da Sociedade Polis Litoral Ria Formosa, que começou em outubro passado e está previsto que se prolongue por seis meses, até abril de 2019.
Os trabalhos têm provocado constrangimentos no trânsito - tanto no tráfego como no estacionamento - já que a estrada foi praticamente toda levantada. Segundo a ACRAL, "há semanas que não há desenvolvimentos" na obra. "Há uma relevante diminuição do número de clientes e do volume de faturação, um panorama que tenderá a agravar-se. Queremos que a câmara insista junto da Polis e do empreiteiro para a intervenção avançar rapidamente", exige Álvaro Viegas.
O autarca olhanense António Pina, garante que tem acompanhado as obras "com atenção" e, apesar de reconhecer atrasos, acredita que a data final "irá ser cumprida", porque "o empreiteiro vai compensar os atrasos ao acelerar outros pontos da requalificação".
PORMENORES
Esgotos atrasam
A descoberta de ligações de esgotos ilegais é um dos fatores do atraso nas obras. As situações têm sido resolvidas, mas sempre com prejuízo para os objetivos diários da requalificação.
Faltam materiais
Outro problema que o empreiteiro tem sentido é a dificuldade em adquirir materiais específicos, como pedras de sienito e escarpão. A falta de mão de obra também tem sido uma preocupação.
Modernização
A obra tem prevista a modernização do mobiliário urbano e tornar a zona mais ‘amiga’ dos peões, uma vez que vão ser alargados os passeios com a eliminação de uma das vias de circulação.
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