Concessão da GALP/ENI nomeada para ‘prémio’
Associação Zero fez candidatura a distinção que assinala as más práticas ambientais.
A concessão atribuída ao consórcio GALP/ENI para explorar petróleo e gás ao largo de Aljezur foi nomeada para os ‘Fossil Fuel Subsidies Awards’ (‘Prémios Subsídios Combustível Fóssil’, em português). Atribuídos pela Rede Europeia para a Ação Climática, os prémios distinguem as más práticas ambientais.
A nomeação foi feita pela associação ambientalista Zero, que faz parte da rede que junta mais de 140 organizações de 30 países europeus. Esta nomeação "é mais um esforço e uma oportunidade para as organizações da sociedade civil portuguesa fazerem pressão pública contra uma iniciativa que vai contra os compromissos climáticos assumidos pelo País", explicou a Zero. A votação, na página online da rede, decorre até ao final deste mês.
Ontem, a Plataforma Algarve Livre de Petróleo (PALP) veio tornar público que a ENI, no pedido para prorrogar por um ano o prazo de prospeção (que devia ter terminado em dezembro) - já autorizado pelo Governo -, argumenta que a providência cautelar interposta contra a atividade tinha sido anulada por uma Resolução Fundamentada dos ministérios do Mar e da Economia.
A PALP diz desconhecer esta decisão, que permitiria a continuação de trabalhos preparatórios por parte do consórcio. "Caso esta informação seja verdadeira, os fatos poderão ter sido ocultados porque assim impediam a reação judicial", defende a PALP.
E no fim de semana, o movimento ambientalista Climáxico acusou o Governo de financiar a atividade da GALP e da ENI, ao atribuir às duas empresas mais de 270 milhões em benefícios fiscais, entre 2010 e 2016.
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