Condutas que danificam ponte de Silves vão ser retiradas

Risco de colapso obrigou ao encerramento da travessia.

12 de dezembro de 2018 às 08:48
Condutas que danificam ponte de Silves vão ser retiradas Foto: Miguel Veterano
Condutas que danificam ponte de Silves vão ser retiradas Foto: Miguel Veterano
Condutas que danificam ponte de Silves vão ser retiradas Foto: Nuno Alfarrobinha

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As condutas de água e esgotos que estão a danificar a histórica ponte velha de Silves e que obrigaram ao seu encerramento por risco de colapso, em 2016, vão ser retiradas e transferidas para a ponte nova sobre o rio Arade.

A intervenção vai ser realizada pela Câmara de Silves que só aguarda por um parecer final da Infraestruturas de Portugal.

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O projeto de conservação e restauro da ponte com origem medieval, ao que o CM apurou, já está feito e a intervenção vai custar cerca de 318 mil euros.

No entanto, as obras só podem avançar depois da desativação das condutas de água e saneamento que foram instaladas na travessia há quase 40 anos e que originaram o ‘corte’ de parte das abóbadas de dois arcos da travessia, provocando problemas de consolidação estrutural.

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Em 2008, uma inspeção do Laboratório Nacional de Engenharia Civil detetou "pedras desalinhadas" ou "partidas" e a "generalidade das juntas, entre as pedras, não preenchidas".

Os defeitos foram considerados "graves", comprometendo "seriamente a estabilidade da ponte".

Em 2013 foi feita uma intervenção superficial mas insuficiente para garantir a sua segurança. Já em 2016, a autarquia decidiu encerrar a ponte pedonal e avançou com o projeto para a desativação das condutas, que serão instaladas na ponte nova - que tem jurisdição da Infraestruturas de Portugal.

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Fonte da empresa garantiu ao CM que a intervenção está a ser analisada pelos técnicos.

PORMENORES 

Estilos arquitetónicos

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A ponte tem cinco arcos e marcas de diferentes estilos arquitetónicos. É conhecida entre a população como "ponte romana" mas tudo indica que seja da Idade Média.

Projeto aprovado

O projeto de execução do restauro da travessia foi elaborado pela Câmara de Silves e aprovado pela Direção Regional de Cultura e Direção-Geral do Património.

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Candidatura rejeitada

O projeto foi objeto de candidatura comunitária mas o financiamento foi rejeitado por não estar no mapa dos imóveis sinalizados pelo programa CRESC 2020.

Concurso em 2019

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A Câmara de Silves espera avançar com o concurso público para a execução da empreitada durante o próximo ano.

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