Condutor abalroa 14 carros na rua

Sem qualquer controlo no carro e já com a cabeça deitada no volante, António Moreira, de 63 anos, entrou ontem ao início da tarde na rua de Pedro Ivo, no centro do Porto, e abalroou violentamente 14 carros.

22 de junho de 2011 às 00:30
PORTO, CONDUTOR, ABALROA, CARROS Foto: direitos reservados
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Só parou quando embateu num muro e já depois de ter causado ferimentos graves num homem, de 50 anos, que saía de carro da garagem de um prédio. O ferido foi transportado para o Hospital de S. João, no Porto. Também o António necessitou de tratamento hospitalar.

"O condutor do primeiro carro vinha com a cabeça deitada no volante. Não sabemos se desmaiou ou se adormeceu", adiantou ao CM fonte dos Sapadores do Porto.

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O condutor, dono de um stand de automóveis, ficou com o BMW completamente destruído. Não tinha um discurso coerente e aparentemente não se terá apercebido de que abalroou os carros à sua passagem e só acordou quando bateu no muro.

O acidente ocorreu às 15h00 e foi testemunhado por vários moradores. "A vítima saía da garagem num Honda com a mulher. O outro condutor bateu na parte de trás do carro que ficou completamente destruída", contou ao CM Manuel Oliveira, uma testemunha.

Em segundos, o dono do stand bateu violentamente contra outros carros, a maioria deles estacionados na rua.

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"Um dos carros nos quais ele bateu foi projectado até à entrada do cabeleireiro da minha mulher. Foi uma coisa louca, ele batia em todo o lado. Só parou quando bateu no muro de uma casa", explicou a mesma testemunha.

"FOI UM ESTRONDO MALUCO"

Pânico, gritos e muitas lágrimas. Em segundos, o condutor do BMW gerou o caos na rua Pedro Ivo. Comerciantes e moradores ficaram alarmados ao ouvir um enorme estrondo na rua e por momentos temeram o pior dos cenários.

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"Foi um estrondo maluco. Toda a gente saiu à rua. As pessoas ao verem os carros todos destruídos começaram a gritar e a chorar, pensámos que com aquela violência toda alguém tivesse morrido", contou ao CM Manuel Oliveira.

O local do acidente fica a apenas 800 metros da Escola Secundária Filipa de Vilhena, na rua do Covelo, o que levou a que muitas pessoas temessem que algum aluno tivesse ficado ferido.

"Passam muitas crianças nesta rua ao fazer o percurso para a escola. Foi uma sorte não ter apanhado ninguém", contou um morador.

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No local estiveram os Sapadores do Porto e a Divisão de Trânsito da PSP do Porto.

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