Contabilista sem acesso às provas

João Araújo e Pedro Delile pediram a nulidade do julgamento.

10 de janeiro de 2017 às 08:36
fraude, estado, feira dos tecidos Foto: CMTV
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Pedro Delile e João Araújo, os advogados que defendem Rui Ferreira, o contabilista da Feira dos Tecidos acusado de participar num esquema que lesou o Estado em 7,3 milhões de euros, pediram ontem, no Tribunal de S. João Novo, no Porto, a nulidade do julgamento em que o arguido está a ser julgado com Serafim Martins, o dono da empresa.

Em causa, dizem, está o facto de o seu cliente não ter tido acesso aos 40 DVD de escutas telefónicas nem a todas as 25 mil folhas que compõem o processo. Apesar dos vários requerimentos feitos pelos dois advogados, a juíza-presidente do coletivo mandou iniciar o julgamento, considerando que este é "um processo urgente com presos preventivos". Delile e Araújo recorreram para o Tribunal da Relação do Porto.

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Na primeira sessão, apenas dois dos seis arguidos (há ainda oito empresas arguidas) aceitaram prestar declarações. Serafim Martins – que está em preventiva e responde por fraude fiscal qualificada e associação criminosa agravada – foi um dos que falaram aos juízes. O Ministério Público diz que recebeu IVA indevido entre 2010 e 2015, através de empresas de fachada, criadas em Espanha.

"As empresas não são fictícias. Eram reais. Nunca simulei transações comerciais. Não houve faturas falsas referentes a negócios", disse em tribunal.

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