Corno de carneiro leva a desvendar morte
Chifre direito do animal estava a abanar, o que foi considerado estranho pela PJ.
Foi o facto de o carneiro ter o corno direito a abanar que levou a Polícia Judiciária de Braga a desvendar a morte violenta de José Sousa, de 76 anos, ocorrida a 18 de setembro do ano passado num monte em Arcos de Valdevez. O próprio dono do animal considerou aquela lesão estranha e os inspetores fizeram perícias ao chifre do animal - o único que já lhe restava. Foram recolhidos vestígios de ADN do idoso, o que comprova que aquele foi atacado de forma violenta.
As lesões que José Sousa apresentava eram muito extensas e num primeiro momento levantaram a hipótese de o homem ter sido assassinado. A vítima apresentava fraturas nas clavículas, na coluna, nas costelas e ferimentos na cabeça que indicavam terem sido feitos com um objeto contundente.
Durante a investigação foram ouvidas várias testemunhas, nomeadamente familiares e amigos da vítima. Nas inquirições foram várias as pessoas que falaram num carneiro muito violento, que José tinha vendido após aquele lhe ter dado muitas ‘marradas’.
Ao analisar o animal, a PJ percebeu que o único corno abanava, facto que causou estranheza no novo dono do animal. O homem deu logo conta de que o carneiro teria dado uma "marrada" a alguém. Os inspetores chegaram também à conclusão de que os ferimentos que a vítima tinha na cabeça, e que levaram a que se suspeitasse de homicídio, tinham sido causados durante a queda da vítima ao ser atacada. O mato estava muito seco e funcionou quase como "lâminas", atingindo o idoso.
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