Corpos identificados
O corpo que no dia 24 de Julho foi retirado da albufeira da Aguieira é de Joana Oliveira, de 17 anos, a terceira vítima do cabo António Costa, indiciado como o autor de três homicídios ocorridos em Santa Comba Dão.
A família foi ontem informada pelo presidente da câmara. “Finalmente temos a confirmação, trata-se do corpo da minha irmã. Agora vamos-lhe fazer um funeral digno”, disse ao CM Bruno Oliveira.
Por outro lado, a trasladação do corpo da Isabel Isidoro, de 17 anos, a primeira das vítimas e que apareceu morta a 31 de Maio de 2005 na praia de Cabedelo, Figueira da Foz, vai realizar-se amanhã. Um vereador da Câmara de Santa Comba Dão deslocou-se ontem àquela cidade para tratar da burocracia relacionada com a trasladação.
Na última sexta-feira já se tinha apurado que o cadáver desmembrado que apareceu no dia 1 de Junho na Barragem do Coiço era de Mariana Lourenço, a jovem que desaparecera a 14 de Outubro. Tudo aponta que as duas pernas que na semana passada apareceram no local também pertencem ao mesmo corpo.
Estão assim identificados todos os corpos das três jovens que, no período de ano e meio, foram raptadas e depois mortas pelo cabo António Costa. Todas as vítimas residiam em Cabecinha de Rei e eram vizinhas do suspeito do triplo assassinato.
Segundo o CM apurou, as autoridades médicas e policiais desenvolveram todos os esforços para que os corpos fossem entregues às famílias todos no mesmo dia. Isso acontecerá amanhã.
Maria Luzia Santos, mãe de Isabel Isidoro, cuja trasladação e funeral será pago pela autarquia local, não vê a hora “de este pesadelo acabar”. “Estamos a sofrer muito mas agora já está tudo resolvido”, disse.
Segundo João Lourenço, presidente da Câmara de Santa Comba Dão, as três jovens, todas amigas, vão ficar sepultadas no cemitério daquela cidade. O funeral de Mariana Lourenço realiza-se às 16h00. Os de Joana e Isabel às 18h00.
O cabo António Costa continua detido na ala prisional das instalações da Polícia Judiciária de Coimbra mas, ao que tudo indica, vai ser transferido brevemente para o Presídio Militar, em Tomar. Entretanto, os inspectores da Polícia Judiciária continuam as investigações no sentido de reunir o maior número de provas que incriminem o suspeito.
Para já, o militar da GNR na reserva está acusado de três crimes de homicídio e outros tantos de ocultação de cadáver. O magistrado do Ministério Público do Tribunal da Figueira da Foz, titular do processo, tem seis meses para concluir o despacho de pronúncia. No entanto, o prazo pode ser alargado até a um ano sempre que os crimes se revelem “complexos”.
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