CORUCHE DESFILA NA RUA

Agosto é por tradição o mês de regresso a casa dos emigrantes que saíram em busca de melhor vida e das festas que por esta altura do ano decorrem no interior do País.

18 de agosto de 2003 às 00:00
CORUCHE DESFILA NA RUA Foto: Manuel Moreira
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Nesse sentido, Coruche não fugiu à regra e ontem, ao fim da manhã, assinalou com um ‘Cortejo Etnográfico e do Trabalho’ o penúltimo dia das festas que desde o passado dia 6 de Agosto e até hoje, decorrem neste concelho ribatejano.

Na rua marginal ao rio Sorraia, os passeios serviram de plateia (ou balcão) a alguns milhares de curiosos que ali se juntaram para ver desfilar o cortejo, que se pretendia representativo das actividades mais características das gentes do concelho.

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DO TOIRO AO BARBO

Encabeçado por uma guarda de honra de dois cavaleiros da GNR, seguidos pela Banda da Sociedade Instrução Coruchense, o cortejo começou por representar a actividade pecuária, com campinos a cavalo a conduzirem algumas cabeças de gado, incluindo toiros embolados.

Seguiram-se depois três carros simbólicos da relação com o rio: o primeiro representando as antigamente populares lavadeiras, o segundo, a monda de arroz nos campos alagados, e o terceiro recordando a arte rústica (cestaria) que se servia de materiais abundantes ao longo das margens – salgueiro e bunho. “Com a verga até dá gosto trabalhar!”, respondia o artesão do carro às provocações lançadas pelos assistentes.

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Mais toiros e mais campinos e regresso à relação com o rio, desta vez num alusão à pesca, à venda de peixe e aos respectivos pregões: “Olhá fataça! Olhó barbo! Venham ver a respirar esse peixe tão fresquinho acabado de apanhar”.

E DA TABERNA À MERCEARIA

O comércio tradicional – taberna para os homens, mercearia para as mulheres – os amoladores (”tesouras e guarda-chuvas”), a venda de criação, o cultivo do milho, moagem de farinha, fabrico do pão e o pisar da uva para o vinho foram os temas constantes nos carros que se seguiram, não esquecendo a construção civil (típicas casas em adobe com telhados em junco), os ranchos folclóricos e a cerâmica. A última actividade a ser representada foi a dos varredores de rua ou não estivéssemos em tempo de ciclismo e o último veículo do pelotão não se chamasse precisamente carro-vassoura.

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PESCA

A pesca tradicional foi desenvolvida no Ribatejo por gente do mar que subiu Tejo acima atrás do peixe. Aos poucos fixaram-se nas margens deste rio, e afluentes como o Sorraia, em pequenas casas de madeira assentes sobre estacas. Barbo, carpa, fataça, enguia, sável e lampreia vendidas a pé ou de bicicleta.

VINHO

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Coube à freguesia de Lamarosa representar a produção de vinho. Depois de colhidos, os cachos eram transportados em cestos de verga para o lagar, onde as uvas eram pisadas, ficando depois em repouso para a fermentação se fazer. Depois de estágio em adega, lá ficava pronto para beber no S. Martinho.

CESTARIA

Ao longo das margens do rio Sorraia crescem abundantemente o salgueiro e o bunho, matérias-primas para o fabrico de cestos. Coube ao artesão António Lourenço demonstrar como, entrelaçando os vimes, se conseguem construir objectos usados no quotidiano.

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ARROZ

Produto agrícola característico dos campos alagados, o cultivo de arroz é frequente no Ribatejo. Ainda que hoje a produção seja quase integralmente assegurada por máquinas, antigamente não era assim e era no pino do Verão que a monda se fazia... à mão.

BARREIRO

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Festas Populares do Barreiro conheceram ontem o seu momento mais alto com o desfile de barcos tradicionais no Rio Tejo, pelas 16h00. De manhã, às 09h00, realizou-se um circuito ribeirinho de bicileta para todas idades.

ARRUDA DOS VINHOS

Festas da N.ª Sr.ª da Salvação incluiram largada de touros nas ruas da vila (10h30), troféu de perícia automóvel (14h00); torneio de “paintball” (14h30) e culminaram com o 6.º Concurso de Ganadarias (22h30).

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VALONGO

Câmara Municipal de Valongo organizou ontem pelas 14h00 o 1.º Troféu de Ciclismo de Alfena. Inscritos na prova, realizada em circuito urbano, estiveram mais de 350 ciclistas em representação de 25 equipas.

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